Polícia Civil cumpre 27 mandados na Operação Tridente contra integrantes do TCP no Buraco do Boi, em Nova Iguaçu.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta quinta-feira (17) a Operação Tridente para atingir a estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP) na comunidade Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A investigação identificou a presença de armas de alto poder de fogo em diferentes pontos da comunidade. Segundo os levantamentos, criminosos chegaram a manter armamento nas proximidades de escolas.
Imagens registradas por um drone da Polícia Civil mostram um homem armado com um fuzil abordando crianças na saída de uma unidade de ensino. Pelo menos 10 alunos aparecem ao redor do traficante durante a ação.
Após a abordagem, um dos estudantes segue até uma barricada instalada na via e ajeita pneus empilhados sobre uma viga fincada no asfalto.
Prisões estão entre os alvos da operação
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) mobilizou equipes para cumprir 27 mandados de prisão contra integrantes do TCP.
Entre os procurados está Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão e apontado como chefe da facção. Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas e dois dos alvos já estavam encarcerados.
Também são procurados Breno Meireles Rodrigues, o CB, apontado como braço direito de Peixão e chefe do tráfico no Buraco do Boi; Thiago da Silva Souza, o TH ou Zero; e Bruno da Conceição Guimarães, o Bigode.
A lista inclui ainda Kauã da Cunha Teixeira, conhecido como Katiau, e Jackson Douglas de Oliveira Ramos, o Churrasquinho.
Durante a operação, uma equipe policial apreendeu um porrete. De acordo com a investigação, o objeto seria utilizado por criminosos para torturar rivais.
Comunidade teria servido como rota de fuga
As investigações da DRE-BF apontaram que integrantes do TCP ligados ao Complexo de Israel utilizariam o Buraco do Boi como local de fuga durante operações policiais realizadas no conjunto de comunidades da Zona Norte do Rio.
Entre as áreas citadas pela investigação estão Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Segundo a apuração, criminosos deixam essas comunidades durante ações policiais e seguem para Nova Iguaçu.
A investigação também identificou a mudança de parentes de Peixão para Nova Iguaçu. O deslocamento teria relação com a atuação do grupo criminoso na região.
Além da movimentação de integrantes da facção, a apuração identificou a participação de criminosos ligados ao Complexo de Israel no tráfico de drogas e em roubos de veículos e cargas na região do Buraco do Boi.







