PF apreendeu 875 caixas de tirzepatida avaliadas em R$ 525 mil durante operação contra esquema de importação clandestina no Rio e em Maricá.
A Polícia Federal apreendeu 875 caixas de tirzepatida durante a Operação Conexão Paralela, realizada nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro e em Maricá. O medicamento foi avaliado pela PF em R$ 525 mil.
A apreensão resultou na prisão em flagrante de um policial militar que, segundo a corporação, não era alvo dos mandados cumpridos durante a operação. A investigação tem como foco uma quadrilha ligada à importação clandestina de eletrônicos.
Além da tirzepatida, os agentes apreenderam R$ 140 mil em dinheiro, três veículos de luxo blindados, 19 relógios de luxo e 346 celulares.
Operação investiga entrada ilegal de celulares
A Operação Conexão Paralela foi deflagrada para investigar um grupo suspeito de importar produtos eletrônicos sem o recolhimento dos impostos devidos. Os smartphones eram apontados como principal produto do esquema.
Segundo a investigação, a atividade teria movimentado cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos. A PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e em Maricá.
Na capital, os agentes realizaram diligências na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Bangu e Guaratiba. As equipes saíram da Superintendência Regional da PF, na Praça Mauá, durante a madrugada.
Policial é apontado como principal operador
A investigação começou após uma denúncia encaminhada pelo ComunicaPF, canal utilizado para comunicar à Polícia Federal crimes de sua atribuição.
Durante as diligências, os investigadores apontaram um policial militar como principal operador do esquema. Segundo a PF, ele teria atuado com outros investigados na movimentação dos valores relacionados à atividade.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Federal não havia divulgado os nomes dos envolvidos.
Celulares e peças são apreendidos
No apartamento do principal alvo, os policiais encontraram smartphones, computadores e uma quantia em dinheiro ainda não informada. Na sede da empresa investigada, na Barra da Tijuca, foram apreendidos celulares e peças para aparelhos.
Os investigados podem responder por descaminho e associação criminosa. Segundo a Polícia Federal, outros crimes poderão ser incluídos na investigação conforme o avanço das diligências.







