Programa monitora 538 mulheres com medidas protetivas no RJ e registrou 67 acionamentos do botão do pânico entre janeiro e julho de 2026.
Quinhentas e trinta e oito mulheres vítimas de violência doméstica utilizam atualmente o botão do pânico no Estado do Rio de Janeiro. A ferramenta atende mulheres protegidas por medidas judiciais e é monitorada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen-RJ).
Entre janeiro e julho de 2026, o sistema foi acionado 67 vezes para alertar sobre possíveis descumprimentos das medidas protetivas. O dispositivo permite que a vítima acione as forças de segurança diante de uma situação de risco.
O mecanismo funciona de forma integrada à tornozeleira eletrônica usada pelo agressor. A tecnologia permite acompanhar a localização do homem monitorado e identificar aproximações em relação à vítima que estejam proibidas por determinação judicial.
A ferramenta é utilizada no estado desde 2019. Segundo a secretária de Estado de Polícia Penal, Alessandra Odawara, nenhuma mulher que possuía o dispositivo e acionou o sistema voltou a ser vítima do agressor desde o início do programa.
“Desde 2019, nenhuma mulher vítima de violência doméstica e monitorada com o botão do pânico e o tenha acionado foi vítima novamente dessa agressão. Isso reforça a importância de as vítimas confiarem na Justiça e na ferramenta”, afirmou a secretária.
O programa também acompanha homens submetidos ao monitoramento por tornozeleira eletrônica. Atualmente, cerca de 850 homens utilizam o equipamento no estado, enquanto pouco mais de 500 mulheres contam com o botão do pânico.
Segundo Alessandra Odawara, os números mostram que ainda existe possibilidade de ampliar o alcance da ferramenta. O dispositivo é destinado a mulheres que possuem medidas protetivas determinadas pela Justiça e integram o sistema de monitoramento.







