Com mais de 16 mil vagas formais abertas em agosto, o estado do Rio destaca cinco municípios como principais polos geradores de emprego, com a capital à frente.
O mercado de trabalho fluminense registrou a abertura de 16.128 vagas formais em agosto, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Cinco municípios se destacaram como os principais polos de contratação: Rio de Janeiro, com 6.943 novos postos de trabalho, seguido por Duque de Caxias (1.141), Niterói (1.011), São Gonçalo (909) e Macaé (765).
Com esse desempenho, o estado do Rio foi o segundo maior contratante do país, atrás apenas de São Paulo. Ao todo, 68 dos 92 municípios fluminenses registraram saldo positivo na geração de empregos formais no mês.
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo crescimento, com 9.617 vagas abertas, puxado por atividades de organizações associativas (+2.572) e educação (+1.828).
A Indústria também teve desempenho relevante, com 3.597 novos postos, sendo a Construção civil o destaque, com 1.251 contratações.
Já o Comércio respondeu por 2.887 vagas, enquanto a Agropecuária abriu 27.
Apesar dos resultados positivos, o relatório da Firjan aponta um ritmo mais lento em comparação com 2024.
O número de empregos gerados em agosto representa uma queda de 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
No acumulado de 2025, o estado criou 81.489 vagas com carteira assinada, número 32% menor que o registrado nos primeiros oito meses de 2024.
Entre os setores que mais contrataram no ano estão as obras de infraestrutura para energia e telecomunicações (+5.161), ensino fundamental (+3.709), serviços de engenharia (+3.200), comércio varejista em supermercados (+3.168) e consultorias em gestão empresarial (+3.103).
As funções com maior saldo positivo incluem assistentes administrativos, trabalhadores da construção civil, auxiliares de alimentação e alimentadores de linhas de produção.
Segundo a Firjan, os dados reforçam a importância dos grandes centros urbanos e industriais na dinamização do mercado de trabalho e apontam a necessidade de políticas de qualificação profissional para manter o ritmo de recuperação.







