quinta-feira, 17 setembro, 2026
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Ex-procurador é preso novamente em esquema de corrupção no Rio

Marcelo Lopes da Silva volta a ser preso em operação que investiga corrupção no Instituto Rio Metrópole.

O procurador do estado, Marcelo Lopes da Silva, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira, em mais uma fase da operação Ouroboros. A ação, coordenada por membros do Ministério Público, visa desmantelar um esquema de corrupção que teria gerado prejuízos de até R$ 86 milhões ao Estado do Rio de Janeiro.

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Marcelo, que já havia sido detido em julho passado, foi solto 13 dias após sua prisão anterior, quando a Justiça decidiu por sua liberação. Na nova fase da investigação, agora ele é acusado de ter se beneficiado de uma empresa aberta por sua antiga namorada, Thays Pinho Carneiro da Silva, para transferir recursos financeiros a ele.

A microempresa de Thays foi contratada pela Engeconsult Consultores Técnicos Ltda para oferecer serviços administrativos, mesmo antes de sua formalização em março de 2024. O procurador teria recebido R$ 30 mil diretamente, divididos em parcelamentos de R$ 5 mil, através da microempresa.

Esquema de corrupção

As investigações apontam que o Instituto Rio Metrópole fez contratações fraudulentas relacionadas a licitações entre 2022 e 2023. O IRM teria contratado duas empresas, Engeconsult e R Peotta Engenharia e Consultoria, que, por sua vez, celebraram contratos fictícios com o Instituto Bio. Esses acordos visavam permitir que uma parte dos valores pagos fosse sacada posteriormente, facilitando o desvio de recursos.

Um dos elementos centrais do esquema era a realização de aditivos nos contratos, algo que rendeu à Engeconsult um acréscimo de R$ 58 milhões em 2023. Em uma operação policial, inclusive, uma mulher identificada como Caroline Soares Barros foi presa quando tentava sacar R$ 500 mil em espécie, num dos 13 saques que totalizavam mais de R$ 3 milhões.

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Como parte da apuração, as autoridades estão analisando as conversas e dados dos celulares de Marcelo, de sua ex-namorada e do ex-diretor do IRM, Franquis Dias Nepomuceno, com autorização judicial. O foco agora é descobrir a extensão do esquema e seus operadores.

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