Operação Malebolge cumpre 8 mandados contra grupo suspeito de fraudar a emissão de CPFs com documentos falsificados e corrupção.
A Polícia Federal (PF) iniciou nesta segunda-feira (17) a Operação Malebolge, que investiga um esquema de fraudes na emissão de CPFs. Ao todo, agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro.
Parte dos endereços fica na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, onde a PF mobilizou blindados para o cumprimento das ordens judiciais. Também há buscas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Entenda como funcionava a fraude
Segundo a PF, o grupo utilizava documentos falsificados para obter inscrições irregulares no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). As investigações também apontam possível conluio com funcionários de unidades credenciadas.
A apuração começou após a identificação de tentativas sucessivas de emissão fraudulenta de CPFs em unidades de atendimento localizadas na capital fluminense, informou a Polícia Federal.
De acordo com a corporação, os integrantes do grupo apresentavam documentos civis falsificados para conseguir inscrições irregulares junto à Receita Federal. A prática permitia a obtenção de CPFs de forma fraudulenta.
Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação de documento público e corrupção ativa. A operação busca reunir elementos que contribuam para esclarecer a atuação do grupo e a participação de outros envolvidos.
Origem do nome da operação
O nome Malebolge faz referência à obra “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Na narrativa, o termo corresponde à 8ª camada do Inferno, destinada à punição de fraudadores, falsários e corruptos.
Segundo a PF, a denominação foi escolhida em razão da natureza dos crimes investigados. A operação apura o suposto uso de fraudes e corrupção para obter vantagens ilícitas na emissão de documentos.







