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Operação mira fraude em medidores de GNV no Rio e na Baixada

Polícia Civil realiza operação contra esquema de adulteração de medidores de GNV em postos do Rio, Baixada Fluminense e Minas Gerais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou nesta terça-feira (11) a Operação Medida Certa para desarticular um esquema de adulteração de medidores de gás natural veicular (GNV) usados em postos de combustíveis.

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Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belford Roxo e Congonhas (MG). A ação tem apoio da Naturgy.

Segundo a investigação, medidores eram retirados do sistema da concessionária e levados para oficinas, onde passavam por alterações em componentes internos, mecanismos de funcionamento e identificações.

Após as modificações, os equipamentos retornavam ao sistema da concessionária como se tivessem passado por aferição. Depois, eram instalados em postos para registrar uma quantidade de gás menor do que a efetivamente fornecida.

Investigação aponta divisão de tarefas no esquema

O delegado Pedro Brasil explicou que os medidores eram retirados da Naturgy, modificados e reinseridos no sistema. Depois, os equipamentos adulterados eram destinados a postos de combustíveis.

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Com a alteração, segundo a polícia, os medidores registravam um volume de GNV inferior ao fornecido. Dessa forma, os postos pagavam à concessionária por uma quantidade menor de gás do que a consumida.

A Polícia Civil afirma que o grupo tinha divisão de tarefas e conhecimento técnico dos sistemas de medição. A estrutura teria permitido alterações nos equipamentos sem detecção imediata durante os procedimentos de fiscalização.

Os investigadores também apuram a participação de uma pessoa com acesso às dependências da concessionária. Essa pessoa teria acompanhado a movimentação dos equipamentos, fornecido informações e facilitado a retirada dos medidores.

Outros integrantes seriam responsáveis pelo transporte, pelas modificações e pela reutilização dos aparelhos. A investigação também busca identificar a participação de empresas que atuavam no setor de instalação e manutenção de equipamentos de GNV.

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Polícia investiga vazamento de fiscalizações

Outro ponto apurado pela Polícia Civil é um possível vazamento de informações sobre fiscalizações. Um dos investigados teria avisado proprietários e administradores de postos sobre datas, locais e equipes envolvidas nas ações.

A polícia afirma que aparelhos eletrônicos apreendidos em uma etapa anterior da investigação ajudaram a identificar a estrutura do grupo e suas conexões empresariais. Os dados também indicaram possíveis vínculos entre empresas.

As diligências apontaram empresas do setor de instalação e manutenção de equipamentos de GNV que, segundo os investigadores, podem ter sido utilizadas para viabilizar as adulterações dos medidores.

Medidores, celulares e documentos são alvos da operação

Durante a Operação Medida Certa, os agentes buscam apreender medidores, peças mecânicas e eletrônicas, ferramentas, documentos, computadores e celulares que possam contribuir para o avanço das investigações.

Além dos prejuízos financeiros à concessionária, a Polícia Civil apura se as alterações comprometeram a confiabilidade dos sistemas de medição e a segurança da rede de distribuição de gás natural.

Os investigados poderão responder por furto qualificado, receptação qualificada, associação criminosa e estelionato, caso as suspeitas sejam confirmadas ao fim do inquérito.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, esclarecer a participação de empresas e rastrear o destino dos equipamentos retirados e modificados pelo grupo.

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