Mudanças na doação de sangue no RJ incluem fim da idade máxima para doadores e novos prazos. Confira as novidades a partir de outubro.
A partir de 2 de outubro, novas diretrizes para a doação de sangue serão implementadas em todo o Estado do Rio de Janeiro, mesclando mudanças que visam aumentar a quantidade de doadores e garantir o abastecimento dos hemocentros. As normas foram estabelecidas pelo Ministério da Saúde e exigem adaptação de todos os bancos de sangue e hemocentros, tanto estaduais quanto municipais.
Entre as alterações mais significativas, destaca-se a eliminação da idade máxima para doadores frequentes. Assim, indivíduos com mais de 70 anos que já costumam realizar doações poderão continuar a fazê-lo, desde que estejam em boas condições de saúde, conforme a avaliação clínica realizada previamente.
Outra mudança importante refere-se aos prazos de espera após a realização de certos procedimentos. A redução para quem realizou endoscopia e exames similares cai de 6 para 4 meses. Para aqueles que fizeram tatuagens, maquiagem definitiva ou outros procedimentos estéticos, a espera é de apenas 7 dias se realizadas em locais que respeitam as normas de segurança e higiene.
Locais de doação no estado
- Os postos de doação na Região dos Lagos e em outras áreas do estado incluem:
- HEMOLAGOS – Hemocentro da Região dos Lagos,
- Núcleo Medicina Transfusional – Norte Fluminense,
- HEMOCENTRO – Santo Antônio de Pádua,
- Hemonúcleo Regional de Nova Friburgo,
- Hemonúcleo Municipal de Teresópolis.
O Hemorio, que é responsável pela distribuição das bolsas de sangue para cerca de 100 hospitais e unidades de saúde do estado, visa receber em torno de 400 doadores por dia. Em 2022, o órgão coletou 96 mil bolsas de sangue, e neste ano já ultrapassou 63 mil.
O diretor-geral do Hemorio comenta que a atualização das regras era iminente devido ao avanço da medicina: “A legislação anterior estava desatualizada há mais de uma década. Com os inúmeros avanços na área médica, era fundamental revisar e flexibilizar algumas normas, sempre garantindo a segurança no processo de transfusão e no sangue doado. Essa novidade é positiva tanto para o sistema de saúde quanto para os potenciais doadores. Mais pessoas poderão doar”, defendeu.





