MPRJ prende 1 cabo e 2 sargentos do 39º BPM por desvio e venda de pistola apreendida em Belford Roxo. Operação Patrinus investiga PMs desde 2024.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (30) 1 cabo e 2 sargentos em novo desdobramento da Operação Patrinus, que apura desvios no 39º BPM, em Belford Roxo.
Um quarto alvo, também sargento, já estava encarcerado. O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ) denunciou os militares por peculato e comércio ilegal de arma de fogo.
A ação conta com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. Segundo a denúncia, os PMs se apropriaram de uma pistola calibre 9 mm apreendida em ação policial na comunidade da Caixa D’Água, em 27 de julho de 2021.
A arma foi vendida por R$ 6 mil, valor dividido entre os policiais. A descoberta ocorreu por meio da análise do celular de um denunciado e do afastamento de sigilo bancário, que revelaram mensagens, fotos e áudios sobre a venda.
“Os acusados ostentam a condição de policiais militares, tendo se valido das prerrogativas, facilidades operacionais e confiança institucional inerentes à função pública”, afirmou o MPRJ na denúncia.
Relembre as fases anteriores da Operação Patrinus em Belford Roxo
A denúncia desta terça é mais um desdobramento da Operação Patrinus, que investiga PMs do 39º BPM em esquemas de corrupção no município.
Em maio de 2024, 13 policiais foram presos na primeira fase. O MPRJ apontou venda de armas e drogas apreendidas, cobrança de propina de transporte alternativo e taxas de comerciantes em troca de proteção.
Em julho de 2025, o Gaesp prendeu outros 9 PMs por atuar como seguranças particulares durante o expediente. Em agosto, 10 policiais foram presos por suspeita de cobrar propina de comerciantes para segurança armada.
Em maio deste ano, o MPRJ prendeu um cabo e denunciou 11 PMs por corrupção. O grupo recebia propinas semanais para prestar segurança a comércios entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024.







