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MPRJ mira “máfia das cantinas” por fraudes em presídios do Rio

MPRJ deflagra 2ª fase da Operação Snack Time contra suposta máfia das cantinas em presídios do Rio. Prejuízo passa de R$ 25 milhões.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta terça-feira (1º) a segunda fase da Operação Snack Time, que investiga uma organização acusada de fraudar licitações de cantinas em presídios.

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Segundo o MPRJ, o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos e controlado as cantinas de unidades prisionais do estado por cerca de nove anos.

Promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) cumprem 22 mandados de busca e apreensão contra investigados na capital, Mesquita e Duque de Caxias.

Todos os alvos foram denunciados pelo Gaeco por organização criminosa e fraude em licitação. A 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa recebeu a denúncia e os tornou réus.

Entre os investigados estão um ex-subsecretário estadual e um policial penal. Na casa do agente penitenciário Ronaldo Barbosa Souza, os investigadores apreenderam joias e dinheiro em espécie.

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Esquema teria durado nove anos

De acordo com o MPRJ, a organização criminosa atuou entre 2015 e 2024 e utilizava empresas que aparentavam ser concorrentes para controlar as disputas pelas cantinas dos presídios.

Segundo a denúncia, as empresas estariam submetidas a um mesmo grupo de decisão. A estratégia buscava criar uma aparência de concorrência e impedir a entrada de outras empresas no mercado.

O grupo também teria combinado previamente a distribuição dos lotes entre as empresas envolvidas. O Gaeco aponta ainda manobras para desclassificar concorrentes que não faziam parte do esquema.

Ex-subsecretário é um dos réus

O MPRJ afirma que o grupo era controlado por Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva.

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Segundo a investigação, agentes públicos também teriam sido utilizados para favorecer o grupo. Entre eles está Rafael Rodrigues de Andrade, então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento.

De acordo com o Ministério Público, Rafael teria desclassificado empresas que não integravam o cartel durante processos de licitação.

Rafael Rodrigues de Andrade já havia sido preso em 2020, após ser considerado foragido na Operação Hiperfagia, que investigava fraudes em contratos de fornecimento de alimentação para o Complexo Penitenciário de Gericinó.

Primeira fase ocorreu em 2024

A primeira fase da Operação Snack Time foi deflagrada em novembro de 2024. Na ocasião, o MPRJ cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.

A segunda fase amplia a investigação sobre a suposta organização e busca documentos, valores e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a atuação do grupo nas licitações das cantinas.

Os mandados desta terça-feira são cumpridos em endereços localizados no Rio de Janeiro, Mesquita e Duque de Caxias. Os investigados responderão ao processo após o recebimento da denúncia pela Justiça.

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