Em operação da Polícia nesta quinta (9), Ygor “Matuê” Freitas de Andrade foi abatido na Chacrinha; houve tiroteio, barricadas mais duas pessoas morreram.
A Polícia Civil do Rio matou, em confronto, o traficante Ygor Freitas de Andrade, conhecido como Matuê, nesta quinta‑feira (9) na comunidade da Chacrinha, em Praça Seca. Outros dois suspeitos também morreram durante a ação.
A operação foi executada por equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os agentes foram ao local para cumprir mandados de prisão e foram recebidos a tiros.
Contra Matuê havia três mandados de prisão em aberto. Segundo a polícia, ele chefiava o tráfico na Gardênia Azul e na Chacrinha, coordenava invasões do Comando Vermelho (CV) na região e é investigado por ter disparado o tiro que matou o policial civil José Antônio Lourenço, em maio. Matuê também é apontado como responsável por participar de um confronto em agosto que deixou seis mortos.
Durante e após a ação, houve reação de criminosos: moradores relataram que grupos atearam fogo a barricadas na Estrada da Chácara, uma das entradas para a comunidade. A via foi alvo de bloqueios em represália à morte do traficante.
O chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que a operação foi “cirúrgica” e ressaltou que a ação é resposta à morte do policial Lourenço. “No momento da abordagem, ele e os seguranças reagiram e foram neutralizados”, disse Curi, em nota divulgada pela corporação.
Delegados da DRE informaram que Matuê integrava uma “equipe sombra” responsável por expandir territórios do CV e por ações de guerra contra rivais e contra as forças de segurança. Parte da investigação levou, há cerca de duas semanas, à prisão de 23 traficantes da região da Gardênia.
Segundo a Core, a operação exigiu avanço a pé sob intenso confronto; os criminosos teriam até disparado contra um helicóptero da polícia — sem atingir a aeronave. As equipes apreenderam material e deram sequência às diligências para identificar demais envolvidos.
Balanço acumulado da Operação Contenção, informado pela polícia: 98 criminosos presos; 10 mortos; 273 armas apreendidas (73 fuzis); 16 artefatos explosivos; quase R$ 200 mil em espécie; 100 kg de drogas; R$ 6 bilhões em ativos bloqueados.
A Delegacia de Homicídios e outras unidades seguem investigando o caso e o contexto das ações do Comando Vermelho na Zona Oeste. As informações sobre identificações oficiais das três pessoas mortas e a destinação dos materiais apreendidos ainda serão detalhadas pela polícia.







