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Márcio Canella é preso por posse de fuzil durante operação no Rio

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, é preso com fuzil durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne.

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, é preso em flagrante por posse ilegal de arma nesta terça-feira (7).

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A prisão ocorre durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal com foco em rede de postos de combustíveis no Grande Rio.

Agentes encontram um fuzil no veículo de Canella durante a ação. Segundo apuração da TV Globo, o ex-prefeito alega que a arma não pertence a ele.

“Um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo”, informa a PF.

Canella figurava, a princípio, como alvo de mandado de busca e apreensão nesta fase da operação, que mira suposto esquema de lavagem de dinheiro de R$ 7,6 bilhões.

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Outro nome incluído nas buscas desta terça é o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Trajetória política do ex-prefeito

Márcio Canella se elege vereador de Belford Roxo em 2012 e, em 2015, assume mandato de deputado estadual, com três legislaturas na Alerj.

No período, Canella se licencia do cargo para atuar como vice do então prefeito Waguinho, em Belford Roxo, entre 2017 e 2019.

Os aliados se separam após a eleição presidencial de 2022: Canella apoia Jair Bolsonaro (PL), enquanto Waguinho declara apoio a Lula.

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Em 2024, Canella vence a disputa pela prefeitura de Belford Roxo, com Matheus do Waguinho (Republicanos), sobrinho do ex-aliado, como principal adversário.

Em abril de 2026, Canella renuncia à prefeitura para concorrer ao Senado, com apoio do senador Flávio Bolsonaro e do deputado estadual Douglas Ruas. A vice-prefeita Mariana Malta assume o cargo.

Detalhes da ação de hoje

Agentes cumprem, ao todo, 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.

Em endereço de um dos alvos, em Niterói, a PF recolhe armas, joias, dinheiro e veículos de luxo durante a ação desta terça-feira.

A Justiça determina ainda o sequestro de bens e valores, além da suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.

As apurações partem de relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com registro de R$ 7,6 bilhões movimentados em seis anos.

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, diz a PF.

A ação integra o cumprimento da decisão do STF na ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que determina à Polícia Federal a apuração de vínculos entre agentes públicos e facções criminosas.

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