Justiça suspendeu a autorização para retirar 38 árvores de imóvel ligado à Igreja Católica em Teresópolis e fixou multa de R$ 50 mil por árvore.
A Justiça determinou a suspensão da autorização ambiental para a retirada de 38 árvores de um imóvel conhecido como Casa do Gato Cinzento, na Avenida Oliveira Botelho, no Alto, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.
A decisão também proibiu qualquer ação destinada ao corte da vegetação no terreno. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 50 mil para cada árvore removida.
Área pertence à Igreja Católica
O imóvel e o terreno pertencem à Igreja Católica de Teresópolis, ligada à Diocese de Petrópolis. A autorização para a supressão das árvores havia sido concedida pela Prefeitura de Teresópolis.
A decisão judicial também determinou que o município apresente, no prazo de cinco dias, a íntegra do processo administrativo que levou à autorização ambiental.
O caso chegou à Justiça após moradores da região questionarem a retirada da vegetação existente no imóvel.
Terreno já havia provocado mobilização
A área também esteve no centro de outra discussão envolvendo moradores de Teresópolis. Em dezembro de 2025, uma lei autorizou a construção de edifícios de até 20 andares no terreno.
A medida provocou manifestações da população e acabou revogada em junho deste ano. Meses depois, a autorização para a retirada das árvores voltou a gerar questionamentos.
Prefeitura diz que seguiu regras ambientais
Em nota, a Prefeitura de Teresópolis afirmou que a autorização para a supressão das 38 árvores foi concedida após o cumprimento das etapas previstas no licenciamento ambiental.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o procedimento incluiu inventário florístico, vistoria técnica e análise de possíveis restrições ambientais relacionadas ao terreno.
O município informou ainda que a compensação ambiental exigida pela legislação foi apresentada e cumprida.
De acordo com a Secretaria, diante do atendimento aos requisitos estabelecidos pelas normas ambientais, a Prefeitura não teria respaldo legal para negar a autorização solicitada.







