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Homem é condenado a 50 anos por homicídio em São João da Barra

Gabriel da Conceição Bento foi punido com 50 anos e 10 meses por homicídio e tentativa de assassinato em São João da Barra.

Gabriel da Conceição Bento foi condenado a 50 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo homicídio de Maria Eduarda Silva Barreto, pelo estupro de vulnerável da jovem e pela tentativa de homicídio de Lucas Lima de Castro Souza. Os crimes ocorreram em Atafona, distrito de São João da Barra.

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A condenação foi obtida nesta quinta-feira (24/09) pelo Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ). Segundo a acusação, Gabriel atraiu Maria Eduarda a uma casa na Rua Gilmar Nunes dos Santos sob o pretexto de entregar um livro.

No imóvel, a jovem foi estrangulada até a morte. Os promotores sustentaram que houve dissimulação, pois, segundo a acusação, Maria Eduarda foi levada ao local sem saber das intenções do réu.

Penas pelos crimes

Gabriel recebeu 25 anos de prisão pelo homicídio e 10 anos, seis meses e 20 dias pelo estupro de vulnerável. Os promotores apresentaram aos jurados elementos que, segundo o Ministério Público, demonstraram que a jovem sofreu violência sexual enquanto ainda estava viva.

Após matar Maria Eduarda, o réu teria usado o celular dela para enviar mensagens a Lucas e atraí-lo ao mesmo endereço. De acordo com a acusação, o jovem foi atacado a facadas, mas sobreviveu. Pela tentativa de homicídio, Gabriel foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão.

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Atuaram no julgamento os promotores de Justiça Matheus Rezende e Renan Chagas Reis, integrantes do GAEJURI/MPRJ, e Lucas Bastos da Silva, designado para a 2ª Promotoria de Justiça de São João da Barra, onde tramita o caso.

Ministério Público destaca acolhimento às famílias

A coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora de Justiça Simone Sibílio, afirmou que a atuação da equipe apresentou aos jurados a sequência dos crimes e a relação entre os ataques às duas vítimas.

“Também foi um processo marcado pelo acompanhamento e acolhimento das vítimas e de seus familiares, que estiveram presentes no julgamento. Esse cuidado faz parte da atuação do Ministério Público e é especialmente importante em casos de tamanha violência”, declarou a promotora.

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