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Caso Marielle: PGR denuncia irmãos Brazão e delegado por crime

PF ainda cumpriu, nesta 5ª, dois mandados de prisão preventiva: contra o assessor de Domingos Brazão e o policial militar conhecido como major Ronald.

Em mais um capítulo das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa.

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A acusação consiste no planejamento e ordenamento da morte da vereadora e do motorista em março de 2018.

O assassinato aconteceu no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, quando a vereadora e o motorista voltavam de carro depois de participar de uma reunião com mulheres negras na Lapa.

A denúncia da PGR foi apresentada na última terça-feira (07) no processo sigiloso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações da Agência Brasil.

Novas prisões

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (9), dois mandados de prisão preventiva contra Robson Calixto da Fonseca, assessor de Domingos Brazão, e o policial militar Ronald Alves de Paula, conhecido como major Ronald.

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Segundo as investigações, o major Ronald, que atualmente cumpre pena em uma penitenciária federal por outros crimes, seria um dos líderes de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro.

Justiça

Depois de cinco anos do assassinato de Marielle e Anderson, as investigações só tiveram avanço depois que o ex-policial militar Ronnie Lessa, que é réu confesso pela executação do crime, ter fechado um acordo de delação premiada.

Ronnie Lessa apontou os irmãos Brazão como mandantes do crime. Esta del\ção fez com que o caso dos assassinatos fosse remetido ao Supremo, ainda em 2023, devido ao mandato de deputado federal de Chiquinho Brazão.

Atualmente, Chiquinho Brazão está preso preventivamente na prisão de segurança máxima em Campo Grande (MS). Já sei irmão Domingos Brazão foi levado para o presídio federal em Porto Velho.

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O delegado da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa está preso na penitenciária federal em Brasília.

Resposta da defesa de Chiquinho Brazão

Algumas defesas dos acusados no caso, se posicionaram para a Agência Brasil.

Defesa de Chiquinho Brazão informou que ainda não teve acesso à denúncia apresentada pela PGR, bem como ainda não conhece os termos das delações no caso.

“Assim, ainda não é possível fazer um juízo de valor sobre as acusações. O advogado Cleber Lopes disse que irá se manifestar com mais detalhes “assim que o relator do caso permitir que a defesa conheça todos os elementos produzidos pela investigação”.

Os advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane, que representam o delegado Rivaldo Barbosa, também afirmaram que ainda não tiveram acesso ao documento da PGR.

Eles acrescentaram que “causou estranheza à defesa o fato de nenhum dos investigados terem sido ouvidos antes da denúncia, em total afronta à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que havia determinado a oitiva dos investigados logo após a prisão”.

Em nota, os defensores sustentaram ainda que, no caso de Barbosa, “a narrativa de um réu confesso de homicídio [Ronnie Lessa] parece mais importante do que o depoimento de um delegado de polícia com mais de 20 anos de excelentes serviços à segurança pública do RJ, que sequer teve a chance de expor sua versão sobre os fatos antes de ser denunciado, uma verdadeira demonstração de inversão de valores”.

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