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PMs dizem que ouviram tiros antes de matar secretário de Queimados na Avenida Brasil

Policiais dizem à DHC que ouviram disparos durante perseguição na Avenida Brasil que terminou na morte de Jefferson Dias da Silva, secretário de Queimados.

Policiais militares do 22º BPM (Maré) disseram à Polícia Civil que ouviram disparos em momentos diferentes da perseguição na Avenida Brasil que terminou na morte de Jefferson Dias da Silva, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados e ex-vereador.

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Um dos agentes afirmou ter feito sete disparos de fuzil calibre 7,62 mm por perceber uma “situação de perigo iminente”. Os relatos constam da portaria que instaurou o inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

O documento diz que ainda não foi possível determinar de quais armas partiram os tiros que atingiram Jefferson, nem a origem dos disparos que os policiais afirmam ter ouvido. Até a última atualização deste texto, não se sabia se ele estava armado.

Secretário foi morto na noite de segunda-feira na altura da Penha

Jefferson da Linave, de 51 anos, morreu na noite de segunda-feira (19), na Avenida Brasil, na altura da Penha. Ele dirigia um BYD branco e voltava da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

Vídeos gravados por motoristas mostram policiais disparando em direção ao carro. Agentes do 22º BPM tentaram abordar o veículo em pontos diferentes da via.

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As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia. A Corregedoria-Geral da PM abriu procedimento interno para apurar a conduta dos militares. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, determinou o afastamento dos policiais da abordagem.

Versão dos PMs: carro em alta velocidade e roda em chamas

Segundo a DHC, os policiais receberam pelo rádio a informação de que um BYD branco circulava em alta velocidade, com uma das rodas aparentemente em chamas. Eles localizaram o carro perto do Complexo da Maré e mandaram o motorista desligar o motor e descer. De acordo com os agentes, Jefferson não obedeceu.

Nesse momento, conforme os relatos, foram ouvidos disparos. Um policial disse ter atirado contra uma roda traseira do BYD, que seguiu pela avenida. Os PMs passaram a acompanhar o veículo.

Os policiais afirmaram que o carro furou outros dois bloqueios e fez manobras que os colocaram em risco. Perto da Nova Holanda, disseram ter ouvido novos tiros, vindos de um dos acessos à comunidade, e a equipe reagiu. Jefferson foi encontrado sem vida, atingido por disparos.

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Inquérito prevê perícia em armas e confronto balístico

A DHC abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte. A portaria determina perícias nas armas dos policiais que atiraram, com exames de confronto balístico, se possível, além da obtenção de imagens e dos exames no corpo de Jefferson.

Segundo o documento, ainda não é possível precisar a origem do disparo que matou o secretário.

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