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Veronica Costa é transferida para presídio algemada à irmã

Veronica Costa deixa a Polinter algemada à irmã e é levada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, no Rio.

A ex-vereadora do Rio de Janeiro Veronica Costa (PL), conhecida como Mãe Loira do Funk, deixou a sede da Polinter (Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual) no fim da manhã desta sexta-feira (25), algemada à irmã. Ela foi levada ao Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

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Ao deixar a unidade, Veronica reagiu à prisão: “O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública.”

A irmã Tatiane Chaves Ribeiro, presa na noite anterior no Vale das Videiras, distrito de Araras, em Petrópolis, seguiu ao lado de Veronica no trajeto até a nova unidade prisional.

Uma condenação a 10 anos e 8 meses de prisão por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa, motivou a prisão de Veronica, após o esgotamento de recursos judiciais. A ex-vereadora questionou a decisão e reafirmou não se considerar criminosa.

Desde quarta-feira (23), Veronica constava como foragida para a Polícia Civil. A corporação apurou que, ao longo da fuga entre o Rio de Janeiro e Araras, ela trocou de veículo pelo menos quatro vezes numa tentativa de escapar do cerco policial.

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A mesma operação resultou em outras três prisões na quinta-feira (24): Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Veronica e também condenado a 10 anos e 8 meses; Tatiane Chaves Ribeiro, já citada; e Bruno Marcelo Bahia Marques, cunhado da empresária.

Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Veronica, segue foragido até o momento.

Ex-marido se diz aliviado por pedido de prisão

Márcio Costa, ex-marido de Veronica, reagiu em publicação nas redes sociais ao mandado de prisão expedido pela Justiça fluminense — não como vitória, mas como um desfecho aguardado por anos.

“Não é comemoração. É alívio. Esperei tempo demais por esse momento. Foram anos carregando em silêncio uma dor que não passa, uma ferida que não se apaga. Hoje, com a palavra final da Justiça, eu não celebro, apenas respiro. Que a verdade permaneça e que a dor de tantos anos não seja em vão”, escreveu.

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Já a defesa de Márcio classificou o mandado como a “cristalização da justiça”.

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