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Vendaval destrói abrigos e causa prejuízo a ONGs de proteção animal no Rio

Vendaval destrói canis, provoca prejuízo superior a R$ 40 mil e mobiliza ONGs para reconstruir abrigos de animais no Rio de Janeiro.

O vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro na última quarta-feira (29) também causou prejuízos a abrigos de proteção animal. Em Itaguaí e na Zona Oeste da capital, ONGs perderam canis e outras estruturas, comprometendo o acolhimento de centenas de cães e gatos.

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Na ONG Adote um Bichinho, em Itaguaí, os ventos destruíram as coberturas dos nove canis da instituição, que atualmente abriga mais de 400 animais. Com os danos, cães e gatos ficaram expostos à chuva, ao vento e a outros riscos até o início dos reparos.

“Todos os canis foram impactados, a matilha daqui ficou sem ter onde dormir. Eles ficam soltos, brincam o dia inteiro, mas à noite eles têm que dormir acolhidos da chuva e do vento. E aqui também tem cobra, a gente tem que tomar cuidado”, relatou a presidente da ONG, Débora Osório.

A área de recreação também sofreu danos. Um dos brinquedos do parcão, construído com compensado naval, tombou durante a ventania. Segundo a instituição, os prejuízos ultrapassam R$ 40 mil, valor que amplia as dificuldades enfrentadas para manter o funcionamento do abrigo.

Além dos danos na estrutura, a ONG permaneceu três dias sem energia elétrica. A interrupção no fornecimento provocou a perda de vacinas e alimentos armazenados em refrigeradores, aumentando os impactos causados pelo temporal.

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“A gente perdeu todas as vacinas, todos os alimentos na geladeira”, afirmou Débora Osório. “Ver tudo indo pelos ares foi muito triste. É muita luta que a gente teve pra chegar até aqui”, completou.

Corrente de apoio ajuda abrigos a recomeçar

A ONG Indefesos, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, também registrou danos. Galhos de árvores caíram sobre os canis, obrigando a transferência dos cães para outros espaços da instituição, que já operam próximos do limite de ocupação. Nenhum animal ficou ferido.

Segundo a diretora da ONG, Rosana Guerra, a resposta de voluntários foi decisiva para reduzir os impactos. Pessoas participaram da limpeza do abrigo, realizaram reparos emergenciais nos telhados e ofereceram lares temporários para parte dos animais.

“A ONG teve muita ajuda. Pessoas varreram o abrigo, tentaram consertar os telhados danificados e ofereceram lares temporários. Foi muito emocionante, porque no meio de tanta tristeza a gente descobre a força do amor, a força da união e a força da solidariedade”, disse Rosana.

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As duas instituições concentram esforços para reconstruir os espaços antes da chegada de novos temporais. A preocupação é garantir abrigo adequado para todos os animais caso ocorram novas chuvas acompanhadas de ventos fortes.

“Se vierem mais chuvas fortes, a gente não tem onde abrigar todos”, afirmou Débora Osório. “A gente está rezando pra não acontecer de novo porque não sei mais o que pode ser levado com esses ventos”, concluiu.

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