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Terreiro de Candomblé é invadido e depredado em Araruama

Invasão em terreiro de Araruama deixou portas e móveis danificados; lideranças citam outros episódios de violência religiosa no município.

Frequentadores encontraram um terreiro de Candomblé depredado em Iguabinha, distrito de Araruama, depois de voltarem de um evento religioso na segunda-feira (2), feriado de Finados. A ocorrência foi registrada na delegacia na quarta-feira (4).

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O pai de santo Anderson de Oxalá havia visitado o Igbé Ilé Osàlá Afayiá na sexta-feira (31) e, segundo integrantes da casa, não havia sinais de danos. Na volta, os fiéis encontraram a porta da cozinha arrancada, alimentos espalhados, móveis quebrados e louças danificadas. Nenhum objeto foi levado.

Anderson suspeita que a invasão tenha sido motivada por intolerância religiosa. Ele afirmou que os invasores podem ter entrado pelos fundos do terreno, fora do alcance de câmeras da escola e da subprefeitura instaladas em frente ao terreiro.

Relatos de outros episódios

Dirce Castro, filha de santo da casa, disse que a porta da cozinha foi forçada e deixada do lado de fora. Segundo ela, os invasores também abriram armários, misturaram alimentos e quebraram móveis. No barracão, reviraram um cômodo, retiraram roupas dos cabides e abriram malas dos frequentadores.

O Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou 329 denúncias de violações à liberdade religiosa ou de crença no estado do Rio de Janeiro entre janeiro e outubro de 2026. No mesmo período de 2025, foram 329 registros; quatro ocorreram em Araruama. O painel não apresenta dados municipais de 2026.

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Lideranças da cidade relataram a invasão de outro terreiro de Candomblé em Iguabinha nas semanas anteriores. Em julho, um terreiro de Umbanda no bairro Areal teve o altar incendiado. Glaucia Azevedo, representante do Coletivo de Terreiros de Araruama, afirmou que algumas casas começaram a buscar medidas de segurança, como câmeras e acesso à internet.

O coletivo orienta mães e pais de santo a registrar boletins de ocorrência e guardar fotos e vídeos dos danos. Glaucia disse que a violência atinge casas de diferentes religiões de matriz africana e afirmou que os terreiros estão entre os alvos desses episódios.

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