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STJ mantém condenação de Flordelis a 50 anos de prisão

Sexta Turma do STJ manteve por unanimidade a condenação de Flordelis a 50 anos pela morte do pastor Anderson do Carmo, em 2019.

A condenação de Flordelis a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo foi mantida por unanimidade pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada na quarta-feira (16).

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A ex-deputada foi condenada pelo Tribunal do Júri, em 2022, por homicídio triplamente qualificado consumado, homicídio duplamente qualificado tentado, associação criminosa armada e uso de documento falso.

O julgamento no STJ analisou questionamentos apresentados pela defesa sobre a validade da condenação. Entre os argumentos estava a alegação de irregularidades no processo e de falta de fundamentação das qualificadoras atribuídas ao crime.

A relatora, desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, considerou que não houve demonstração de prejuízo concreto que justificasse a anulação de atos do processo.

O entendimento citado pela relatora é de que uma nulidade processual na área penal depende da comprovação de prejuízo efetivo. Segundo ela, essa demonstração não ocorreu no caso analisado pela Sexta Turma.

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Nilsoni de Freitas também afirmou que as circunstâncias atribuídas ao crime foram devidamente especificadas no processo. Entre elas estão motivo torpe, meio cruel e recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima.

De acordo com a decisão, a fundamentação apresentada foi baseada em provas periciais e testemunhais. Para a relatora, esses elementos foram suficientes para embasar a decisão que levou o caso ao Tribunal do Júri.

“Não há decisão silente, mas pronúncia concisa, como tolerado nessa fase”, afirmou a desembargadora.

Além da condenação de Flordelis, a Sexta Turma manteve uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) relacionada a outros réus do processo.

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O TJRJ havia anulado a absolvição de Rayane dos Santos Oliveira, neta biológica da ex-deputada, e dos filhos adotivos Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira.

O caso teve origem na morte de Anderson do Carmo, marido de Flordelis, assassinado a tiros em 2019. O crime aconteceu na residência da família, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Segundo a acusação apresentada no processo, Flordelis teria arquitetado o assassinato. A motivação apontada estava relacionada ao controle das finanças da família e à forma como Anderson administrava conflitos entre os integrantes.

A decisão do STJ mantém, portanto, a condenação de 50 anos de prisão aplicada à ex-deputada pelo Tribunal do Júri em 2022, após a análise dos questionamentos apresentados pela defesa.

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