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Sinais apagados dificultam trânsito e segurança no Rio

Falta de sinalização prejudica motoristas e pedestres em várias regiões do Rio, com incidentes próximos à Prefeitura.

Motoristas e pedestres enfrentam dificuldades significativas em várias áreas do Rio de Janeiro devido à falta de funcionamento de semáforos. Nesta situação, a travessia de ruas se torna arriscada, especialmente em locais de alta movimentação, como em Tijuca, Andaraí e na Zona Sudoeste.

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Moradores relatam que muitos sinais de trânsito estão apagados há semanas, aumentando o risco de acidentes. No Boulevard 28 de Setembro, próximo ao Hospital Universitário Pedro Ernesto, a ausência de sinalização é uma preocupação constante. Cléia Matias de Freitas, que regularmente acompanha pacientes com mobilidade reduzida, comentou sobre as dificuldades enfrentadas nesse local. “É muito complicado na porta do hospital. A falta de sinalização é inaceitável,” desabafou.

A violência no trânsito também gera repercussões. Um professor da região, Pedro Paulo Araújo, citou um caso recente em que uma aluna foi atropelada enquanto cruzava a rua. Para ele, a combinação de um hospital e uma escola nas proximidades eleva a necessidade de cuidados com a sinalização na área.

Movimentação intensa e riscos aumentados

No cruzamento da Rua Justiniano da Rocha com o Boulevard 28 de Setembro, outro semáforo inoperante tem causado transtornos. Motoristas desesperados tentam manobrar em meio a um tráfego intenso sem a devida sinalização, o que aumenta a possibilidade de colisões. A falta de agentes reguladores no local também foi notada, levando os condutores a se tornarem responsáveis pela própria segurança e a dos pedestres.

Durante uma visita ao local, foi possível observar a dificuldade de uma mulher atravessando enquanto uma van a contornava. O motorista a ajudou, mas a ausência do semáforo claramente dificultava o momento.

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Problema se espalha por diversas regiões

A questão da sinalização não se limita a Tijuca. Nos arredores da Zona Sudoeste e entre a Freguesia e a Cidade de Deus, os registros mostram semáforos apagados, como na esquina da Rua Guilherme Moreira com a Estrada do Gabinal e na Rua General Zenóbio da Costa. No Andaraí, a região da Rua Barão de Mesquita também sofre com os sinais apagados.

Outro ponto de risco é o Elevado Paulo de Frontin, a menos de 700 metros da Prefeitura. Apesar da presença de postes de iluminação e sinalização, muitos equipamentos não estão funcionais. Maria Cecília Alvim, estudante de Medicina, relatou a dificuldade de atravessar a via, especialmente com a grande quantidade de veículos e motos em alta velocidade. “É perigoso passar, é preciso ter muito cuidado devido à falta de sinalização”, afirmou.

Fatores climáticos e resposta da Prefeitura

Alguns moradores, como o aposentado Paulo de Souza, apontaram que as más condições climáticas podem ser responsáveis por algumas falhas. Segundo ele, ventos fortes e chuvas interferiram na operação de um semáforo na região. “Esses problemas aumentam os riscos, especialmente durante a noite,” destacou.

A CET-Rio informou que já realizou os reparos nos sinais da Avenida Paulo de Frontin e da Estrada do Gabinal. Sobre os problemas na Rua Justiniano da Rocha e no Boulevard 28 de Setembro, a autarquia indicou que o ocorrido foi, em parte, devido ao furto de cabos. As sinalizações apagadas continuam a ser uma preocupação entre os moradores e motoristas, que aguardam soluções eficazes para garantir a segurança nas vias da cidade.

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