Rogério de Andrade e Gilmar Lisboa vão a júri popular por morte de Fernando Iggnacio, ocorrida em 2020 no Recreio dos Bandeirantes.
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO/MPRJ) para levar Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa a julgamento popular. Eles são acusados de envolvimento na morte de Fernando de Miranda Iggnacio, assassinado em novembro de 2020.
Rogério é apontado como o mandante do crime, motivado por uma disputa pelo controle de pontos de jogos de azar. Segundo a denúncia, a execução foi organizada por Márcio Araújo de Souza, que era ligado a Rogério e estava encarregado de coordenar o assassinato. Os criminosos esperaram cerca de quatro horas por Fernando nas proximidades do heliporto da HeliRio, onde ele desembarcou, e o atacaram com tiros de fuzil.
A prisão preventiva dos réus foi mantida pela Justiça, que também rejeitou as alegações das defesas sobre a validade das provas digitais apresentadas pelo GAECO. A pronúncia ocorreu em 18 de agosto, após um novo Procedimento Investigatório Criminal que aprofundou as apurações e trouxe novas evidências sobre o envolvimento de Rogério e de Gilmar, que também foi denunciado por monitorar a rotina da vítima.
Em 2021, Rogério já havia sido acusado pelo mesmo crime, mas a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo arquivamento do processo, alegando fragilidade nas provas. Contudo, o GAECO reabriu as investigações e apresentou novos elementos, os quais foram aceitos pela Justiça, que garantiu a continuidade do processo. O STF reafirmou a nova denúncia em junho de 2026, permitindo que o caso seguisse.
As defesas de ambos os réus já interpondo recursos contra a decisão judicial. A expectativa agora é para a realização do júri popular, onde as provas serão analisadas e a participação de Rogério e Gilmar será debatida em um tribunal.







