terça-feira, 15 setembro, 2026
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Rock in Rio registra em sete dias chuva acima da média mensal

Estação do Parque Olímpico mediu 81 mm de chuva durante os sete dias de shows, acima da média histórica de 80,3 mm para setembro inteiro.

A festa passou, mas a chuva marcou presença em quase todos os dias do Rock in Rio 2026. Segundo o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, o pluviômetro instalado no Parque Olímpico, sede da Cidade do Rock, mediu 81 milímetros entre os dias 4 e 13 de setembro. O valor passa a média histórica esperada para o mês inteiro na região, de 80,3 mm.

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Só o primeiro dia do festival, 4 de setembro, ficou livre da chuva. Nos outros seis, o pluviômetro registrou precipitação, em intensidades variadas, conforme o Alerta Rio.

Volume por dia

A chuva mais forte da primeira semana caiu em 6 de setembro, com 36,2 mm. Os outros dias tiveram volumes menores: 4,2 mm em 5 de setembro e 15,2 mm em 7 de setembro (4 de setembro ficou seco).

Na segunda semana, o maior volume foi 12,4 mm, no dia 13. Os dias 11 e 12 tiveram 10,8 mm e 2,2 mm, respectivamente.

Frentes frias, não El Niño

O El Niño influencia o regime de chuvas no Rio, mas não foi ele o responsável direto pela água que caiu sobre o festival.

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Hana Silveira, meteorologista da Climatempo, explicou ao G1 que a chuva teve origem na passagem de duas frentes frias. Segundo ela, a instabilidade se formou no Paraná e em São Paulo antes de chegar ao Rio de Janeiro.

Capa de chuva virou uniforme

Guarda-chuva não entra na Cidade do Rock. Por isso, quem foi ao festival precisou trocar o acessório pela capa impermeável nos seis dias chuvosos.

Parte do público tentou entrar com guarda-chuva mesmo assim e teve que deixar o item na revista, na entrada do evento.

Chuva como parte do show

Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, fez o balanço do festival no domingo (13) e disse ao G1 que o tempo instável mudou o comportamento do público.

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Sem poder usar o celular com medo de estragar o aparelho, parte dos espectadores se envolveu mais com os shows.

“A chuva foi um dos nossos artistas este ano. Quis estar presente o tempo todo, foi a principal. A gente passa três meses pensando no look para chegar aqui e estar fantasiado de capa de chuva”, brincou Medina.

Questionada sobre os transtornos causados pela chuva, como poças d’água pelo chão, a organizadora minimizou o problema.

“Há 40 anos a poça era de lama. Acho que a poça está tudo bem. Faz parte da nossa vida. Se a gente anda na rua, tem poça”, disse.

“Não dá para viver uma experiência de 100 mil pessoas em um festival, em nenhum festival, a não ser que você vá para uma arena fechada. São experiências distintas”, completou.

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