Estação do Parque Olímpico mediu 81 mm de chuva durante os sete dias de shows, acima da média histórica de 80,3 mm para setembro inteiro.
A festa passou, mas a chuva marcou presença em quase todos os dias do Rock in Rio 2026. Segundo o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, o pluviômetro instalado no Parque Olímpico, sede da Cidade do Rock, mediu 81 milímetros entre os dias 4 e 13 de setembro. O valor passa a média histórica esperada para o mês inteiro na região, de 80,3 mm.
Só o primeiro dia do festival, 4 de setembro, ficou livre da chuva. Nos outros seis, o pluviômetro registrou precipitação, em intensidades variadas, conforme o Alerta Rio.
Volume por dia
A chuva mais forte da primeira semana caiu em 6 de setembro, com 36,2 mm. Os outros dias tiveram volumes menores: 4,2 mm em 5 de setembro e 15,2 mm em 7 de setembro (4 de setembro ficou seco).
Na segunda semana, o maior volume foi 12,4 mm, no dia 13. Os dias 11 e 12 tiveram 10,8 mm e 2,2 mm, respectivamente.
Frentes frias, não El Niño
O El Niño influencia o regime de chuvas no Rio, mas não foi ele o responsável direto pela água que caiu sobre o festival.
Hana Silveira, meteorologista da Climatempo, explicou ao G1 que a chuva teve origem na passagem de duas frentes frias. Segundo ela, a instabilidade se formou no Paraná e em São Paulo antes de chegar ao Rio de Janeiro.
Capa de chuva virou uniforme
Guarda-chuva não entra na Cidade do Rock. Por isso, quem foi ao festival precisou trocar o acessório pela capa impermeável nos seis dias chuvosos.
Parte do público tentou entrar com guarda-chuva mesmo assim e teve que deixar o item na revista, na entrada do evento.
Chuva como parte do show
Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, fez o balanço do festival no domingo (13) e disse ao G1 que o tempo instável mudou o comportamento do público.
Sem poder usar o celular com medo de estragar o aparelho, parte dos espectadores se envolveu mais com os shows.
“A chuva foi um dos nossos artistas este ano. Quis estar presente o tempo todo, foi a principal. A gente passa três meses pensando no look para chegar aqui e estar fantasiado de capa de chuva”, brincou Medina.
Questionada sobre os transtornos causados pela chuva, como poças d’água pelo chão, a organizadora minimizou o problema.
“Há 40 anos a poça era de lama. Acho que a poça está tudo bem. Faz parte da nossa vida. Se a gente anda na rua, tem poça”, disse.
“Não dá para viver uma experiência de 100 mil pessoas em um festival, em nenhum festival, a não ser que você vá para uma arena fechada. São experiências distintas”, completou.







