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Rio tem 600 mil jovens fora da escola e do trabalho, diz IBGE

Pesquisa do IBGE aponta que 17,5% dos jovens do Rio não trabalham, não estudam e não participam de cursos de qualificação.

O Estado do Rio de Janeiro tem cerca de 600 mil jovens entre 15 e 29 anos que não trabalham, não estudam e não participam de cursos de qualificação. O número representa 17,5% dessa faixa etária e foi divulgado nesta sexta-feira (19) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação.

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Os dados mostram que, apesar da redução observada nos últimos anos, o Rio continua com o pior índice da Região Sudeste nesse indicador. O levantamento reúne jovens que estão fora do mercado de trabalho, do sistema educacional e de programas de capacitação profissional.

Entre os jovens que conseguiram ingressar em programas de formação, a experiência tem contribuído para a inserção no mercado. João Eduardo Silva, aprendiz industrial, afirma que a participação em um curso mudou seus planos profissionais e abriu novas perspectivas de carreira.

Ludmila Rocha, que iniciou sua trajetória como aprendiz e atualmente atua como assistente administrativa, destaca a importância da qualificação e do planejamento profissional para quem busca espaço no mercado de trabalho.

Número de jovens fora do mercado e da educação apresenta queda

O contingente de jovens que não trabalham, não estudam e não fazem cursos de qualificação apresentou redução nos últimos anos. Em 2019, o Estado do Rio registrava 874 mil pessoas nessa condição.

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Os dados mais recentes apontam queda para 617 mil jovens em 2024 e para 600 mil em 2025. Ao longo de seis anos, a redução acumulada chegou a 274 mil pessoas.

  • 2019: 874 mil pessoas
  • 2024: 617 mil pessoas
  • 2025: 600 mil pessoas

Apesar da melhora, o percentual de 17,5% mantém o Rio de Janeiro na última posição entre os estados do Sudeste no indicador analisado pelo IBGE.

Especialistas apontam desafios para inserção dos jovens

O professor Tiago Bartholo, da pós-graduação em Educação da UFRJ, avalia que diferentes fatores ajudam a explicar a permanência de um número elevado de jovens nessa situação.

Segundo ele, parte desse grupo procura emprego, mas enfrenta dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Outros jovens buscam oportunidades de estudo, porém encontram barreiras relacionadas à oferta de cursos ou à disponibilidade de vagas.

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O pesquisador também destaca a existência de jovens que desempenham atividades domésticas e de cuidado sem remuneração, situação que os mantém fora das estatísticas de emprego e educação formal.

Em meio a esse cenário, programas de estágio e aprendizagem surgem como alternativa para ampliar oportunidades. Atualmente, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) mantém quase 3 mil vagas abertas para aprendizes e estagiários em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro.

Para a recrutadora Marília Rocha, ampliar o acesso às oportunidades de capacitação e inserção profissional pode contribuir para que mais jovens ingressem no mercado de trabalho e tenham melhores condições de desenvolvimento econômico e social.

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