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Rio desapropria casarão que desabou e feriu mãe e filha no Cosme Velho

Imóvel que desabou no Cosme Velho e deixou mãe e filha feridas foi desapropriado pela Prefeitura do Rio, que também incluiu prédio vizinho.

A Prefeitura do Rio desapropriou o casarão que desabou no sábado (19), na Rua Cosme Velho, na Zona Sul. O decreto publicado nesta segunda-feira (21) também inclui o imóvel vizinho, localizado no número 370 da mesma via.

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O desabamento aconteceu no número 362 e deixou duas pessoas feridas. Uma mulher de 43 anos e a filha dela, de 2 anos, foram atingidas pelos escombros enquanto saíam de uma vila residencial ao lado do casarão.

As duas vítimas foram retiradas pelo Corpo de Bombeiros e levadas para o Hospital Municipal Miguel Couto. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, mãe e filha foram transferidas posteriormente para uma unidade hospitalar particular.

Área será liberada após retirada das construções

Com a desapropriação dos dois imóveis, a Prefeitura do Rio informou que as estruturas serão demolidas. Depois da demolição, as áreas deverão ser destinadas a leilão, conforme informou o município.

O imóvel de número 370 também apresentava sinais de deterioração e permanecia ocupado por moradores. Por isso, o decreto publicado nesta segunda-feira incluiu a construção no processo de desapropriação.

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O casarão que caiu era conhecido por ter abrigado uma padaria tradicional do Cosme Velho. O estabelecimento encerrou as atividades em 2021.

Após o acidente, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o município avalia outros imóveis do Cosme Velho que apresentam condições semelhantes. Entre os locais citados estão o Solar dos Abacaxis e a Casa Portinari.

A Prefeitura também informou que existem imóveis históricos no Centro do Rio em condições de conservação consideradas preocupantes. Segundo o município, outras construções poderão passar por avaliação para eventual desapropriação.

Construção estava sob restrição de uso

De acordo com a Prefeitura do Rio, o casarão já havia sido vistoriado três vezes pela Defesa Civil e estava interditado antes do desabamento.

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O município informou ainda que o proprietário havia recebido uma intimação para executar obras de recuperação. Entre as intervenções determinadas estavam serviços na fachada do imóvel.

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