Rio das Ostras substitui papel por tablets na Vigilância Ambiental e cria sistemas para monitorar dengue, animais e outras zoonoses.
A Vigilância Ambiental de Rio das Ostras passou a usar tablets no trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs). A medida substitui parte dos registros em papel e inclui sistemas próprios para ações contra a dengue e outras zoonoses.
As novas ferramentas foram desenvolvidas pelo Setor de Informação da Vigilância Ambiental. Entre elas estão o Boletim de Campo Eletrônico (e-FAD) e o Censo Animal, criados para ampliar a organização e a precisão dos dados coletados pelos agentes.
Novo sistema registra dados sem internet
Com o e-FAD, os ACEs registram nos tablets as informações coletadas durante as visitas aos imóveis. O sistema pode ser utilizado mesmo em locais sem acesso à internet ou sinal de celular, segundo a administração municipal.
Ao final da jornada, os dados dos tablets são enviados aos supervisores por Bluetooth. Depois, as informações são processadas pelo Setor de Informação e organizadas em uma planilha que permite filtros por localidade, ciclo, data, servidor e área de atuação.
Os registros também alimentam o Painel da Vigilância em Saúde, sistema desenvolvido pela própria equipe. Segundo a Prefeitura, a ferramenta permite que gestores acompanhem as informações sobre as atividades realizadas no município.
“Essa tecnologia elimina a dependência de processos manuais lentos e ainda alimenta o nosso Painel da Vigilância em Saúde em tempo real. Como resultado, a Gestão Municipal substitui estimativas defasadas por decisões baseadas em informações precisas, atualizadas e concretas”, explica Jorgito Pinheiro, Diretor da Vigilância Ambiental e chefe direto da equipe do Sistema de Informação.
Censo Animal reúne dados sobre os animais
Outra ferramenta criada pelo Setor de Informação é o Censo Animal. O sistema permite registrar, durante as visitas domiciliares, informações sobre os animais encontrados em cada residência.
Os dados podem ser coletados sem conexão com a internet ou sinal de celular. Após o expediente, as informações são processadas para formar uma base que pode ser utilizada no planejamento das ações da Vigilância em Saúde.
Entre os dados disponíveis estão a quantidade de animais por localidade, incluindo equinos, pássaros, aves, suínos, cães e gatos. O sistema também registra informações sobre animais que podem transmitir doenças.
No caso de cães e gatos, a ferramenta permite identificar quais animais foram vacinados contra a raiva e quais foram castrados. Os dados podem orientar campanhas de vacinação antirrábica, programas de castração e ações de controle de zoonoses.
Ferramentas passaram por testes em campo
Antes da implantação definitiva, os sistemas passaram por meses de testes em campo com grupos de controle. Segundo a administração municipal, sugestões apresentadas pelos agentes foram incorporadas durante os ajustes das ferramentas.
A mudança também reduz o uso de papel na rotina da Vigilância Ambiental. A implementação do e-FAD representa uma economia estimada de aproximadamente 500 folhas por semana, segundo o município.
Para a gestão, os dados obtidos pelos sistemas podem contribuir para a distribuição das equipes e para a definição de áreas prioritárias nas ações de Saúde Pública.
“Quem mais se beneficia com essa modernização é a população de Rio das Ostras, ao tornar a Vigilância em Saúde mais eficiente, rápida e organizada. É preciso destacar o empenho da equipe, que se compromete a fazer um trabalho melhor a cada dia, visando a saúde preventiva e qualidade de vida dos moradores”, diz Nirvana Braga, superintendente de Vigilância em Saúde do Município.







