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Rio cria núcleo contra furtos de cabos e desapropria 2 imóveis

Rio cria núcleo contra furtos de cabos, desapropria dois imóveis e prevê troca de materiais e fiscalização de estabelecimentos suspeitos.

A Prefeitura do Rio criou o Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos para combater crimes contra a infraestrutura urbana. O decreto foi publicado nesta terça-feira (1º) no Diário Oficial.

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Uma das primeiras medidas foi a desapropriação de dois estabelecimentos no bairro do Sampaio, na Zona Norte. Segundo a prefeitura, os locais são apontados como receptadores de cabos e outros materiais furtados.

O núcleo será coordenado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com participação da Guarda Municipal, Força Municipal, RioLuz e CET-Rio.

A proposta prevê integração e compartilhamento de informações entre os órgãos para definir ações de prevenção, fiscalização e repressão aos furtos e à receptação de materiais.

Segundo levantamento divulgado pela prefeitura, o furto de cabos e equipamentos da rede semafórica provocou R$ 2,8 milhões em prejuízos aos cofres municipais no primeiro semestre de 2026.

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Desde 2021, os prejuízos acumulados com furtos na rede semafórica chegam a R$ 26,6 milhões, de acordo com os dados apresentados pelo município.

Em entrevista coletiva no Centro de Operações Rio (COR), o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o aumento das ocorrências após a pandemia está relacionado a ações criminosas com padrão repetitivo.

Segundo Cavaliere, um dos sinais da cidade foi furtado 70 vezes ao longo deste ano, o equivalente a uma ocorrência a cada três dias.

Fiscalização de estabelecimentos

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou que o objetivo é atingir diferentes pontos da cadeia de furtos, com fiscalização de estabelecimentos que compram, armazenam ou comercializam cabos e outros materiais.

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Os locais suspeitos poderão sofrer sanções administrativas e outras medidas previstas na legislação. Em casos específicos, imóveis também poderão ser desapropriados.

Outra medida prevista é a substituição de materiais metálicos por componentes sem valor comercial. A estratégia busca reduzir o interesse econômico dos criminosos pelos cabos instalados na infraestrutura urbana.

Segundo Marize da Silva Queiroz Ribeiro, presidente da CET-Rio, novos cabos com pequena quantidade de cobre já começaram a ser implantados na Grande Tijuca e no Grande Méier.

Ações começam na Zona Norte

A primeira etapa do programa será realizada na Zona Norte do Rio. Segundo a prefeitura, Grande Méier e Grande Tijuca concentram 25% dos furtos de materiais semafóricos registrados na cidade em 2026.

As intervenções estão previstas para vias como a Avenida Marechal Rondon, a Rua 24 de Maio e o Boulevard 28 de Setembro. O investimento estimado para as ações preventivas é de R$ 1,95 milhão.

Além da substituição dos cabos, o plano inclui caixas sem valor comercial, garras antifurto, concretagem e soldagem de caixas de passagem.

A Prefeitura do Rio informou que todos os semáforos do Boulevard 28 de Setembro serão substituídos por equipamentos com os novos materiais.

RioLuz registra quase 95 mil ocorrências

Os furtos também causam impactos na iluminação pública. Segundo Rodolfo Maldonado, diretor-presidente da RioLuz, quase 95 mil ocorrências foram registradas entre 2021 e 2026.

No mesmo período, mais de 1,8 mil quilômetros de cabos foram furtados. As ações criminosas também provocam danos a postes e luminárias, segundo o diretor-presidente.

De acordo com Maldonado, os prejuízos da RioLuz com cabos, luminárias e postes chegaram a R$ 42 milhões entre 2021 e 2026.

Considerando também os danos causados aos semáforos, o valor dos prejuízos ultrapassa R$ 69 milhões no período.

Maldonado afirmou ainda que medidas para dificultar os furtos, como concretagem de caixas e blindagem de eletrocalhas, tornam os serviços de manutenção mais caros e complexos.

Para Roberto Lisandro Leão, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a integração entre os órgãos municipais e estaduais é necessária para enfrentar os furtos e seus impactos na cidade.

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