Moradores de Cachoeiras de Macacu protestam após três dias sem água. Águas do Rio e prefeitura divergem sobre as causas da crise no abastecimento.
Moradores de Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio, protestaram na noite desta segunda-feira (26) contra a falta de água no município. A manifestação ocorreu na RJ-116, na altura do bairro Papucaia, onde participantes queimaram pneus e interditaram parcialmente a rodovia.
Segundo os moradores, o abastecimento está interrompido há três dias. Durante o ato, eles cobraram providências da concessionária Águas do Rio e da Prefeitura de Cachoeiras de Macacu para normalizar o fornecimento.
A concessionária informou que as unidades de tratamento Posto Pena e Rio Souza tiveram as operações afetadas pelas fortes chuvas na região. Segundo a empresa, caminhões-pipa estão sendo usados para o abastecimento emergencial, com prioridade para unidades de saúde e instituições de ensino.
Águas do Rio aponta impasse com a prefeitura
A concessionária afirmou que pagou integralmente a outorga de R$ 58 milhões à Prefeitura de Cachoeiras de Macacu, mas que ainda não conseguiu exercer plenamente o contrato de concessão. Segundo a empresa, isso ocorre devido ao descumprimento de obrigações contratuais pelo município.
Diante do impasse, a Águas do Rio informou que abriu processos na Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) e no Poder Judiciário. A empresa afirma que busca garantir o cumprimento das condições previstas no contrato.
Prefeitura contesta versão da concessionária
Em nota, a Prefeitura de Cachoeiras de Macacu contestou as declarações da Águas do Rio e afirmou que a alegação de descumprimento contratual pelo município “não procede”. Para a administração municipal, a justificativa desvia o foco dos problemas estruturais das unidades operadas pela concessionária.
Segundo a prefeitura, a crise tem causas técnicas e está relacionada à falta de investimentos nas unidades desde o início da concessão, em 2021. O município também afirmou que a interrupção afeta moradores que já recebiam água da antiga Cedae, sem relação com a autarquia municipal.
A administração municipal acrescentou que associações comerciais e de moradores também moveram processos contra a concessionária.
A prefeitura cobrou o cumprimento das obrigações contratuais e a normalização do abastecimento. Na nota, ressaltou que a falta de água afeta a rotina da população e que o serviço é essencial.







