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Preso por golpes em apps de namoro é condenado a 6 anos no RJ

Caio Henrique Camossatto, preso desde 2024, é condenado a 6 anos, 2 meses e 20 dias por golpes em mulheres de apps de namoro.

Caio Henrique da Silva Camossatto, acusado de aplicar golpes financeiros em mulheres que conheceu em aplicativos de namoro, recebeu pena de 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão no Rio de Janeiro. O 2º Juizado de Violência Doméstica também fixou o pagamento de 61 dias-multa.

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A sentença de primeira instância foi mantida na íntegra pelos desembargadores, que negaram o recurso da defesa. Segundo o advogado Arthur Emerich, do escritório Campos & Emerich Advogados, o processo transitou em julgado em 21 de setembro.

“O recurso defensivo foi desprovido, mantendo os desembargadores integralmente a sentença de primeira instância. Esse processo transitou em julgado no dia 21 de setembro. Logo, e via de regra, a condenação não mais comporta modificação”, disse Emerich.

A decisão determina ainda o pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima. Ela afirma ter perdido mais de R$ 400 mil após um relacionamento de cerca de três meses com Caio.

Camossatto está preso desde dezembro de 2024, quando foi capturado em São Paulo após meses foragido. Ele cumpre detenção no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. O Fantástico revelou o caso em 2023.

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O processo corre em segredo de Justiça. A defesa de Caio informou que não vai se pronunciar. O advogado Emerich representa outras duas mulheres que acusam o mesmo homem do mesmo crime.

Fazendeiro fictício, “trabalho” espiritual e proposta a policial

Em casos apurados pela Polícia Civil, Caio usava nos aplicativos o nome “Caio Andrade”. Ele se apresentava como fazendeiro bem-sucedido de Minas Gerais e parente do bicheiro Rogério Andrade.

Com o avanço das relações, dizia que a Receita Federal havia bloqueado sua conta bancária. Algumas mulheres pagaram contas pessoais dele e fizeram transferências para ajudá-lo.

Uma das vítimas relata que ele pediu empréstimos sob a justificativa de manter uma fazenda em Goiás. Entre abril e maio de 2022, ela afirma ter transferido R$ 427 mil para contas indicadas por ele. Ela percebeu o golpe quando Caio deixou de devolver os valores e de cumprir os compromissos financeiros assumidos.

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Em outra investigação, Caio dizia ser espírita e afirmava ser vítima de um “trabalho” espiritual. Para ajudá-lo a desfazer os efeitos, uma das mulheres diz ter entregado a ele um cordão de R$ 1,5 mil, nunca devolvido.

No momento da prisão, segundo o depoimento do policial que o deteve, Camossatto tentou convencê-lo a comprar um imóvel.

Inquéritos seguem abertos em duas delegacias do Rio

Caio foi preso em São Paulo com mandado expedido pela Justiça do Rio. Outras investigações contra ele seguem em curso nos dois estados.

No Rio, a 41ª DP (Tanque) apura estelionato e apropriação indébita em um inquérito. A 34ª DP (Bangu) conduz outros dois inquéritos por estelionato amoroso.

O Ministério Público acompanha os casos por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (PIP) de Bangu e Campo Grande e da 2ª Promotoria de Investigação Penal de Violência Doméstica de Jacarepaguá.

Nenhuma das vítimas do Rio quis dar entrevista, por ficarem abaladas e não desejarem reviver os casos. Segundo Emerich, elas consideram importante que a sociedade saiba que os prejuízos não passaram impunes.

“Elas entendem ser importante que a sociedade tenha conhecimento de que a conduta e os prejuízos que lhe foram causados, não passaram despercebidos e impunes pelo judiciário, e ainda para que outras vítimas mais sejam encorajadas a buscar autoridades, de modo que outros crimes praticados por Caio Henrique da Silva Camossatto não fiquem impunes”, finalizou o advogado.

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