Prefeito de Aperibé veta auxílio-alimentação de R$ 1 mil para vereadores. Benefício aprovado pela Câmara custaria R$ 108 mil por ano.
O prefeito de Aperibé, Ronald de Cássio Daibes Moreira, vetou integralmente o projeto que previa auxílio-alimentação de R$ 1 mil por mês para os vereadores do município, no Noroeste Fluminense.
Com o veto, o Projeto de Lei nº 23/2026 retorna para a Câmara Municipal. Os vereadores deverão analisar a decisão do Executivo e poderão manter o veto ou rejeitá-lo em plenário.
A Câmara de Aperibé possui nove vereadores. Caso o benefício entre em vigor, o auxílio representará uma despesa de R$ 9 mil por mês e R$ 108 mil por ano aos cofres públicos.
No documento enviado à Câmara, o prefeito argumentou que o uso de recursos do Legislativo para despesas de consumo individual dos vereadores pode reduzir a capacidade da Casa de realizar investimentos estruturais.
Ronald de Cássio também afirmou que a medida poderia diminuir a possibilidade de devolução de eventuais sobras do orçamento da Câmara aos cofres do município.
Na justificativa, o prefeito citou ainda o que classificou como “manifesto clamor público” e “evidente contrariedade ao interesse coletivo” para fundamentar o veto integral.
A proposta que criou o auxílio-alimentação foi aprovada pelos vereadores de Aperibé por 7 votos a 2. O benefício estabelecia o pagamento mensal de R$ 1 mil a cada parlamentar.
Votaram contra o projeto o presidente da Câmara Municipal, Pedro Paulo, e o vereador Vinícius Curty. Agora, caberá ao Legislativo decidir se mantém ou derruba o veto do prefeito.







