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Polícias do Rio prendem lideranças do crime e bloqueiam R$ 13 bilhões

As forças de segurança do Rio de Janeiro prenderam, nos últimos três anos, lideranças de todas as organizações criminosas originárias do estado.

Ao todo, entre 2021 e 2023, mais de 100 líderes do crime foram levados para a cadeia, incluindo chefes de milícias, traficantes de drogas e criminosos de outros tipos.

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As prisões são resultado de um trabalho integrado entre as polícias Civil, Militar e Federal, que tem como foco a desarticulação das organizações criminosas.

O governo do estado investiu mais de R$ 2,5 bilhões em tecnologia, inteligência e treinamento para apoiar essas operações.

Os investimentos do Governo do Estado em inteligência, tecnologia, equipamento, treinamento e valorização das forças de segurança resultaram no bloqueio de R$ 13 bilhões das organizações criminosas.

De novembro de 2022 a novembro de 2023, cerca de R$ 253 milhões foram recuperados pelo Gabinete de Recuperação de Ativos.

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Prisão enfraquece fações

Segundo o secretário de estado da Polícia Civil, delegado Marcus Amim, a prisão de uma liderança desestabiliza a facção e dificulta suas operações.

– Líder de uma facção não é um cargo qualquer. No tráfico, o criminoso quando é líder tem seu conhecimento de compra de drogas, de armas, ele não é líder por acaso. Muitas vezes o indivíduo tem crédito, conseguindo que a droga seja paga de forma consignada. Quando você tira um indivíduo desse do reduto, faz um estrago na organização –explicou o delegado.

Além das prisões, as forças de segurança também realizaram outras ações para combater o crime organizado, como apreensões de armas e drogas, operações de desmonte de bocas de fumo e milicias, e trabalhos de inteligência para identificar e neutralizar criminosos.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), mesmo com o aumento de chefes capturados em 2023, as mortes por intervenção de agente do Estado diminuíram significativamente de janeiro a dezembro do último ano. Foram 461 mortes a menos, uma diminuição de 35% em relação a 2022.

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O secretário de estado da Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, afirma que as prisões de lideranças criminosas são essenciais para a segurança pública do estado.

– Cada prisão realizada nesse período é de extrema importância para a segurança pública de nosso estado. Operamos em todas as regiões realizando ações, com planejamento operacional e de forma assertiva, tendo como preocupação central a preservação de vidas– afirma o coronel.

As ações das forças de segurança do Rio de Janeiro são apenas um passo no combate ao crime organizado. As prisões de lideranças e o bloqueio de bens e recursos financeiros das organizações criminosas enfraquecem sua capacidade de atuação.

Prisões de líderes desarticularam grupos criminosos

As prisões de líderes do crime organizado no Rio de Janeiro resultaram em uma série de desarticulações de grupos criminosos. Em 2023, por exemplo, foram presos os seguintes líderes:

Miguel Ángel Insfrán, um dos criminosos mais procurados do Paraguai, que buscava fazer alianças com traficantes cariocas para se estabelecer como fornecedor de cocaína para o Brasil;

Andreza Cristina Lima Leitão, conhecida como Bibi Perigosa, chefe de facção criminosa do Rio Grande do Norte e uma das maiores traficantes potiguares;

Edmilson Gomes Menezes, conhecido como Macaquinho, chefe da milícia que atua nas comunidades da Barão, Divino, Chacrinha, Fubá, Jordão e do Campinho;

André Felipe Mendes, primo do miliciano “Tandera” e operador da milícia de Seropédica;

Rodrigo dos Santos, conhecido como Latrell, integrante da milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho.

O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor dos Santos, destacou que as investigações para a captura de uma liderança começam pelos braços da organização, atingindo sua estrutura financeira.

– A prisão da liderança é muito importante e não é o único foco da investigação. Nós temos que chegar à estrutura organizacional, como se fosse uma empresa. Descobrimos as pessoas envolvidas na organização, o grau de importância delas, e hoje identificamos a estrutura financeira. É mais difícil chegarmos a um líder da milícia, do que naquela liderança armada, que é o sujeito que está ali para a guerra e acaba renovando a chance de ser preso por causa da exposição – explicou.

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