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Polícia prende 5 por sequestros de comerciantes em Duque de Caxias

Operação Argus prende suspeitos do Comando Vermelho por sequestros-relâmpago de comerciantes em Duque de Caxias.

A Polícia Civil do Rio prende, na manhã desta sexta-feira (13), 5 homens apontados como integrantes de uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho. O grupo é investigado por sequestros-relâmpago de comerciantes na Baixada Fluminense.

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A ação recebe o nome de Operação Argus e reúne agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) e da Delegacia Antissequestro. A polícia cumpre 14 mandados de prisão e mais de 30 de busca e apreensão, além de outras medidas determinadas pela Justiça.

Entre os presos está Carlos Eduardo Teodoro, conhecido como Arcanjo, apontado como um dos chefes do núcleo de sequestros. Outro alvo é Alex de Oliveira Nascimento, ex-morador da associação da comunidade Paula Ramos, para onde as vítimas eram levadas.

Segundo a polícia, o carro de Alex era usado para transportar vítimas da rua até o cativeiro. Ele não é localizado pelos agentes e passa a ser considerado foragido pela investigação.

As apurações começam em março, após o sequestro de um comerciante de Duque de Caxias, mantido por cerca de oito horas em cativeiro no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio.

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Durante o cativeiro, os criminosos obrigam a vítima a fornecer senhas, códigos de acesso e autorizações para movimentações bancárias. O homem também envia, sob ordem dos sequestradores, um áudio à mulher para dizer que está bem.

Em seguida, o grupo passa a exigir dinheiro da vítima, liberada nas proximidades do Juramento. O prejuízo do comerciante supera R$ 500 mil, segundo a apuração policial.

Pouco mais de um mês depois, outro comerciante de Caxias é sequestrado e levado ao mesmo cativeiro. O filho da vítima desconfia do desaparecimento e aciona a polícia, que localiza o celular na região do Morro Paula Ramos e resgata o homem.

A divisão de tarefas dentro da quadrilha

Segundo a investigação, a quadrilha se divide em três núcleos: um de chefia, outro de execução dos sequestros e um terceiro dedicado à movimentação do dinheiro obtido das vítimas.

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De acordo com a Polícia Civil, Arcanjo recruta pessoas para fornecer contas bancárias usadas no recebimento dos valores de extorsão. As contas funcionam como intermediárias antes de novas transferências, numa tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.

Ainda segundo a polícia, Erick Ribeiro de Azeredo Geraldo, Alex de Oliveira do Nascimento e Cauã Victor Ribeiro integram o núcleo responsável pelos sequestros. O trio aborda as vítimas, leva os comerciantes ao cativeiro e mantém a vigilância sob ameaça.

Erick é reconhecido pelas duas vítimas durante a investigação. Segundo os agentes, ele mora perto dos comerciantes, dado que reforça a suspeita de vigilância prévia sobre a rotina das vítimas.

Os investigados respondem por extorsão com restrição da liberdade, lavagem de dinheiro, coação e associação criminosa. O nome Argus faz referência a uma figura da mitologia grega com cem olhos, conhecida como “o que tudo vê”.

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