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Polícia investiga clínica após a morte de três pacientes em Laranjeiras

Polícia Civil faz operação em clínica de estética em Laranjeiras após três mortes e denúncias de complicações em procedimentos cirúrgicos.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta quarta-feira (21), uma operação contra a Clínica Celita Toledo, em Laranjeiras, na Zona Sul da capital. O estabelecimento é investigado após a morte de três pacientes e o registro de pelo menos 30 queixas.

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Durante a ação, policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) encontraram medicamentos vencidos, que foram apreendidos. O centro cirúrgico da clínica foi fechado, e os agentes saíram para cumprir quatro mandados de busca e apreensão relacionados aos responsáveis pelo estabelecimento.

Mesmo diante das denúncias, estavam previstas 15 cirurgias plásticas para esta quarta-feira. Todos os procedimentos foram cancelados. A orientação dos agentes é que os pacientes procurem o ressarcimento dos valores pagos.

A operação conta com o apoio de representantes do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária.

Segundo as investigações, três pacientes morreram após passar por cirurgias na clínica. Uma delas morreu durante um procedimento abdominal, depois de sofrer várias paradas cardíacas.

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Outra paciente permaneceu internada por dois meses devido a complicações do procedimento e morreu após desenvolver uma infecção generalizada.

Além das mortes, 24 mulheres relataram complicações após procedimentos estéticos, incluindo necrose, perda de tecidos, cicatrizes e deformações físicas permanentes.

Investigação apura atuação de profissionais sem habilitação

A Decon também investiga a suspeita de que profissionais sem habilitação realizavam cirurgias plásticas no estabelecimento. Segundo a polícia, estudantes de pós-graduação faziam procedimentos sem supervisão médica e sem o conhecimento ou a autorização dos pacientes.

O delegado Wellington Vieira afirmou que a atuação dos estudantes está entre os pontos investigados.

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“Uma utilização indevida dessa força de trabalho pela empresa. Isso está sendo também investigado. São alunos de curso de pós-graduação, especialização de cirurgia plástica, atuando aqui indevidamente”, declarou.

O delegado também citou o caso de uma paciente que morreu e cujo anestesista era médico residente, segundo a investigação.

“Isso é completamente proibido pelo Conselho Federal de Medicina, pois ele estava atuando sem o preceptor, sem um médico supervisor”, acrescentou.

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