Homem é preso em São Gonçalo após investigação da Deam de Nova Iguaçu por perseguição, chantagem e ameaças contra jovem desde 2016.
Policiais civis da Delegacia de Atendimento à Mulher de Nova Iguaçu prenderam, nesta quarta-feira (11), um homem acusado de perseguir e ameaçar uma jovem por quase dez anos. O suspeito foi localizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Segundo a investigação, o contato entre os dois começou em 2016, quando a vítima tinha 12 anos. A conversa ocorreu em um grupo sobre anime e RPG em uma rede social. A partir desse momento, a jovem passou a receber ameaças e mensagens de intimidação.
De acordo com a polícia, o investigado utilizava dezenas de identidades digitais para manter a perseguição. Ele criava perfis falsos, contas de e-mail e números de telefone para entrar em contato com a vítima após períodos de silêncio.
As apurações apontam que o suspeito adotava o mesmo método ao longo dos anos. Ele ameaçava a jovem, desaparecia por um período e depois retornava com uma nova identidade virtual para retomar as intimidações.
Durante as mensagens, o homem afirmava possuir imagens íntimas da vítima e dizia ter acesso às redes sociais da jovem. Os agentes identificaram dezenas de contas interligadas utilizadas para realizar as ameaças.
Segundo a investigação, plataformas digitais e sites de conteúdo adulto também foram usados como instrumentos de intimidação. Os perfis eram criados com o objetivo de constranger a vítima e ampliar a pressão psicológica.
Em 2025, o suspeito passou a enviar transferências bancárias de R$ 0,01 para a vítima. As operações vinham acompanhadas de mensagens com tentativas de retomar contato e novas ameaças.
Ainda de acordo com os agentes, o investigado criou um canal em rede social com o nome da jovem e perfis em plataformas adultas. Os links eram enviados diretamente para a vítima.
A polícia afirma que o objetivo das ações não era financeiro. Segundo os investigadores, o suspeito buscava humilhar a vítima, reafirmar controle psicológico e demonstrar que conseguia manter contato constante.
As investigações também apontam que documentos pessoais, endereços e vídeos antigos da jovem circularam entre familiares. Parentes passaram a receber mensagens com ameaças e conteúdos enviados por perfis falsos.
A mãe da vítima relatou à polícia que recebeu mensagens nas quais o suspeito afirmava ter enviado pessoas para vigiar e invadir a residência da família. Uma prima da jovem recebeu imagens íntimas por meio de um perfil criado com o nome de uma parente.
Após trabalho de inteligência, os agentes identificaram o suspeito e cumpriram um mandado de prisão preventiva. O celular dele foi apreendido e será submetido à perícia.
Em depoimento, o homem confessou o crime. Ele afirmou ter solicitado e recebido imagens da vítima quando ela ainda era menor de idade e disse que mobilizou terceiros para intimidar a família.
As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e verificar a participação de outras pessoas no esquema criminoso.







