136ª DP prende dois suspeitos em Santo Antônio de Pádua por invasão a sistemas públicos, fraudes e posse ilegal de arma, com bloqueio de R$ 56 mil.
Policiais civis da 136ª DP (Santo Antônio de Pádua) realizaram, nesta quarta-feira (18), operação contra um esquema de invasão a sistemas públicos. A ação ocorreu no bairro Farol, em Santo Antônio de Pádua, e resultou na prisão de dois homens e em apreensões de armas e equipamentos.
As investigações começaram em dezembro de 2025, após a unidade identificar, por meio de inteligência, acessos indevidos a sistemas governamentais. O principal alvo consultava dados restritos, sem autorização, o que levantou suspeita sobre o uso dessas informações em outras fraudes.
Conforme apurado, o objetivo era pesquisar dados de integrantes da facção Comando Vermelho na região. Os agentes também detectaram consultas a registros de policiais civis, policiais militares e de um político local, o que ampliou a gravidade do caso e o risco à segurança dos alvos.
Segundo as apurações, o investigado recebia pagamentos para realizar os acessos ilícitos. Ele foi localizado na casa da namorada e preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, o que reforça o elo entre a atividade de invasão de sistemas e outros delitos correlacionados.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram uma arma, porções de maconha, anotações, um computador e uma motocicleta adulterada. O material será analisado para identificação de conexões com a invasão de sistemas e possíveis crimes adicionais.
No mesmo endereço, um segundo homem foi preso em flagrante por fraude processual. Ele danificou o próprio celular ao se recusar a entregá-lo aos agentes, conduta que, segundo a polícia, tinha objetivo de impedir o acesso a provas digitais relevantes para o inquérito.
Além das prisões e apreensões, a 136ª DP obteve na Justiça o bloqueio de R$ 56 mil em uma conta poupança ligada ao esquema. A medida busca resguardar valores que podem ter origem ilícita e que servirão para eventual ressarcimento ou confisco ao final da investigação.
Os trabalhos seguem para apurar a prática de outros crimes, como estelionato e movimentações financeiras em criptomoedas e bancos digitais. Os equipamentos eletrônicos apreendidos passarão por perícia técnica, etapa considerada central para o aprofundamento das diligências.







