Publicidade

PF prende 8 suspeitos de fraudar registro de armas de CACs no Rio

PF deflagra Operação Polaridade contra grupo que fraudava registros de armas para CACs no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (4), oito suspeitos de integrar grupo que fraudava processos de compra e registro de armas de fogo destinados a CACs.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

A sigla se refere a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores, categoria autorizada por lei a adquirir armamento mediante cumprimento de exigências específicas.

A Operação Polaridade cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão. As diligências ocorrem no Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo.

As investigações tiveram início após a PF identificar inconsistências em processos analisados pela Delegacia de Polícia Federal em Niterói ao longo dos últimos meses.

Um colaborador terceirizado, responsável pela análise de documentos no Núcleo de Armas, teria aprovado requerimentos sem a documentação obrigatória prevista em lei.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Outros pedidos aprovados pelo colaborador apresentavam documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais para liberação de compra e registro de armamento.

Segundo a PF, os registros considerados irregulares após a análise das investigações serão cancelados pelos órgãos responsáveis pelo controle de armas no país.

Os agentes identificaram repetição de documentos em processos de requerentes distintos. Comprovantes de residência falsificados também apareceram entre as irregularidades encontradas.

A ausência de documentos obrigatórios para aprovação dos pedidos foi outro ponto identificado pela corporação ao longo do trabalho de investigação sobre o esquema.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Irregularidades em certificados técnicos e em outros requisitos exigidos também foram constatadas, inclusive em processos ligados à aquisição de armas de uso restrito.

A PF encontrou ainda possíveis vínculos entre requerimentos analisados e armas apreendidas posteriormente em ação policial distinta, fato que reforçou a necessidade de aprofundar a apuração.

As diligências seguem para identificar todos os envolvidos no esquema. A corporação também verifica possíveis conexões com organizações criminosas atuantes na região.

Os investigados podem responder por organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema da Administração Pública e corrupção passiva, conforme a participação de cada um.

Falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo também constam entre os crimes apurados. Novas tipificações podem surgir ao longo da investigação.

Publicidade
Publicidade

+ Notícias

Publicidade
Publicidade