Petrobras arremata 12 blocos na Bacia de Campos por R$ 2,97 bilhões e amplia perspectivas de produção de petróleo e investimentos na região.
A Petrobras arrematou 12 blocos exploratórios na Bacia de Campos por R$ 2,97 bilhões em bônus de assinatura durante o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado em 7 de outubro, no Rio de Janeiro. As áreas fazem parte dos 19 blocos ofertados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no leilão.
A aquisição foi feita pela estatal sem participação de sócios. A expectativa é que as áreas possam abrir caminho para novas frentes de exploração e produção de petróleo nos próximos anos, com possíveis reflexos econômicos para Campos dos Goytacazes e outros municípios produtores.
Quatro blocos concentram R$ 2,77 bilhões em bônus
A maior parte do valor ofertado pela Petrobras ficou concentrada em quatro blocos do setor SC-AUP1. A empresa apresentou propostas de R$ 754,2 milhões para cada uma das áreas C-M-115 e C-M-161, além de aproximadamente R$ 629 milhões pelos blocos C-M-163 e C-M-216.
Nessas áreas, o ágio em relação ao bônus mínimo previsto no edital variou de 17.821% a 21.026%.
Os outros oito blocos adquiridos pela estatal foram C-M-111, C-M-113, C-M-159, C-M-165, C-M-214, C-M-281, C-M-283 e C-M-352. Juntos, eles representam R$ 200,5 milhões em bônus de assinatura.
Produção comercial pode levar de quatro a seis anos
O subsecretário municipal de Energia e Inovação, Marcelo Neves, avalia que o resultado do leilão amplia as perspectivas de continuidade da atividade petrolífera na Bacia de Campos e pode trazer efeitos futuros para o município.
Segundo ele, caso sejam encontrados indícios de hidrocarbonetos, os blocos terão confrontação com o município. A confirmação de reservas com potencial comercial, porém, é uma etapa necessária antes do avanço para o desenvolvimento da produção.
De acordo com Neves, esse processo costuma levar de quatro a seis anos, dependendo das características de cada área e da proximidade de estruturas e sistemas de produção já existentes.
O secretário executivo da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), também identificado no material como Marcelo Neves, considera que o resultado do leilão sinaliza perspectivas de novos investimentos na bacia.
Ele avalia que o desenvolvimento dos campos poderá beneficiar os municípios da organização que sejam confrontantes com as novas áreas.
Prefeitura quer atrair investimentos e defender royalties
O prefeito de Campos, Frederico Paes, que preside a Ompetro, busca dialogar com a Petrobras e outras empresas do setor de petróleo e gás para atrair investimentos à Bacia de Campos. Segundo a prefeitura, a iniciativa tem como objetivo estimular a geração de empregos e o desenvolvimento econômico regional.
Paralelamente, a organização mantém a mobilização dos municípios produtores contra a redistribuição dos royalties do petróleo. A questão está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust, o volume comprometido pela Petrobras reforça a importância da Bacia de Campos para a indústria petrolífera, mesmo com a maturidade de diversos campos da região.
Knust afirmou que a prefeitura acompanhará o processo e continuará defendendo novos investimentos no setor, associando a expansão da atividade à geração de empregos, ao desenvolvimento industrial e à arrecadação dos municípios produtores.







