Personal trainer e policial militar são presos em operação que investiga rede de exploração sexual de adolescentes em Maricá, Niterói e São Gonçalo.
Um personal trainer foi preso no bairro Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, suspeito de integrar uma rede de exploração sexual de adolescentes. Um policial militar também foi preso na operação, que apura denúncias de estupros coletivos, tortura, ameaças e chantagens contra menores de idade.
Segundo as investigações, João Lucas Perrenoud pressionava uma adolescente por mensagens para que ela se encontrasse com dez homens. A polícia também aponta que ele buscava a jovem nas proximidades da escola e a levava ao local onde os abusos sexuais ocorriam.
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A Operação NXIVM foi realizada pela 74ª DP (Alcântara), com apoio de outras unidades policiais e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar. Foram expedidos mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão em Maricá, Niterói e São Gonçalo. O balanço informado aponta oito prisões, sete delas nesta quarta-feira.
O caso chegou à 74ª DP depois que uma das adolescentes procurou a delegacia acompanhada dos pais para denunciar as violências sofridas. A investigação apura um esquema de produção de vídeos de violência sexual contra menores de idade.
Policial militar também é preso na investigação
Documentos da investigação mencionam o policial militar Maurício Douglas Souza das Chagas Mora, que tem endereço residencial em Maricá. A polícia realiza diligências para localizar conversas e outros registros que possam esclarecer a possível participação do agente no caso.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da corporação, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (4ª DPJM), cumpriu um mandado de prisão contra o policial.
Em nota, a corporação afirmou que acompanha os desdobramentos da investigação para avaliar as medidas cabíveis. A secretaria declarou que não tolera desvios de conduta ou crimes cometidos por seus integrantes e que adota medidas administrativas e disciplinares quando as irregularidades são constatadas.
O policial também trabalhava como segurança particular de Diego Quaqua, eleito deputado federal. Em nota, o parlamentar informou que afastou Maurício Douglas da função e repudiou qualquer forma de violência ou exploração sexual de crianças e adolescentes.
“Não aceito e repudio veementemente qualquer tipo de violência ou exploração sexual de crianças e adolescentes. É inadmissível. O segurança já foi afastado da função. Cabe à polícia seguir com as investigações e à Justiça determinar a punição cabível, de acordo com os fatos apurados”, afirmou Diego Quaqua.
Prisão de assessor parlamentar deu início às apurações
A investigação começou em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor parlamentar que atuava no gabinete do vereador Professor Túlio (PSOL), na Câmara Municipal de Niterói.
Segundo os investigadores, os envolvidos produziam vídeos de violência sexual contra adolescentes e usavam as gravações para ameaçar divulgar as imagens. As ameaças e agressões teriam sido empregadas para controlar as vítimas e submetê-las a novos abusos.
De acordo com a investigação, os integrantes da rede se autodenominavam “senhores” e chamavam as vítimas de “escravas”.
A Polícia Civil informou que a operação busca aprofundar a análise das provas, esclarecer a atuação dos investigados e identificar outras possíveis vítimas. As suspeitas ainda dependem da apuração policial e da análise da Justiça.







