Operação Mercador investiga grupo suspeito de desviar armas e munições para criminosos. Polícia cumpre 12 prisões e 23 buscas.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou, na manhã desta segunda-feira (28), a Operação Mercador contra um grupo investigado por desviar armas e munições para organizações criminosas em diferentes estados.
Segundo a investigação, relatórios financeiros analisados pelos agentes apontaram movimentações superiores a R$ 100 milhões relacionadas ao grupo. Quatro pessoas haviam sido presas até a última atualização.
Ao todo, os policiais buscam cumprir 12 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em 56 endereços ligados aos investigados.
Operação cumpre mandados no Rio e na Região Metropolitana
A ação é realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).
A Polícia Civil da Bahia também participa da operação. No Rio de Janeiro, os agentes atuam na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital, além de Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti.
Grupo é investigado por comércio ilegal de armas
Segundo a Polícia Civil, a organização atuava no comércio ilegal de armas e munições, falsificação de documentos, fraudes para obtenção de registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC) e lavagem de dinheiro.
Os investigadores afirmam que o grupo utilizava documentos falsos, laudos psicológicos fraudulentos, comprovantes de residência adulterados e vínculos empregatícios fictícios para conseguir registros de CAC.
Armas adquiridas de forma regular eram desviadas
De acordo com o inquérito, as armas eram adquiridas inicialmente de forma regular e depois desviadas para o mercado clandestino. Parte dos armamentos foi localizada posteriormente com integrantes de organizações criminosas.
Entre as armas identificadas durante a investigação estão fuzis, carabinas e pistolas de diferentes calibres. A polícia apura como os armamentos eram retirados do mercado legal e destinados às organizações criminosas.
Empresas são investigadas por movimentações financeiras
A investigação também analisa as movimentações financeiras atribuídas ao grupo. Segundo os agentes, empresas ligadas aos investigados apresentavam características incompatíveis com as atividades econômicas declaradas.
Os investigadores também identificaram mudanças societárias e operações financeiras consideradas atípicas. Os dados fazem parte da apuração sobre a possível lavagem de dinheiro.
Suspeito é apontado como articulador do esquema
Um dos principais alvos da operação possui endereço em um condomínio residencial na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos articuladores do esquema.
Ainda de acordo com a investigação, o suspeito teria função de comando e coordenação da estrutura voltada ao comércio ilegal de armamentos.
Investigação aponta atuação em quatro estados
A organização investigada teria atuação interestadual, com ramificações identificadas na Bahia, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Rio Grande do Sul.
As diligências desta segunda-feira fazem parte da apuração sobre a estrutura do grupo, a origem dos armamentos e o destino das armas e munições desviadas. O caso segue sob investigação.







