MPRJ consegue condenação de Paula Custódio a 64 anos de prisão pelo assassinato da professora Vitória Graça em Senador Camará, Zona Oeste.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve a condenação de Paula Custódio Vasconcellos, sentenciada a 64 anos de prisão pelo assassinato da professora Vitória Romana Graça, de 26 anos, ocorrido em 10 de agosto de 2023, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio.
A decisão foi proferida após sessão do júri popular realizada pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao I Tribunal do Júri da Capital. O MPRJ sustentou que Paula foi responsável por sequestrar, extorquir, roubar e matar a vítima, mediante planejamento prévio.
Durante o julgamento, a Promotoria argumentou que o crime foi motivado pelo fim do relacionamento entre a filha de Paula e a vítima. A acusação demonstrou que a denunciada acreditava que, com o término, deixaria de receber ajuda financeira oferecida por Vitória.
De acordo com as investigações conduzidas pelo MPRJ, a professora mantinha apoio financeiro contínuo à família da condenada, fornecendo cestas básicas e auxílio material. Essa relação teria sido utilizada como pretexto para atrair a vítima antes do crime.
A Promotoria destacou que o homicídio teve motivo torpe, e foi cometido com emprego de asfixia e fogo, o que dificultou a defesa da vítima. A acusação apontou também que a ré se aproveitou da confiança estabelecida pela relação pessoal entre as duas famílias.
Segundo o MPRJ, os crimes foram cometidos em coautoria com a filha adolescente da ré e com Edson Custódio Vasconcellos, irmão de Paula. Edson responde pelos mesmos fatos em processo separado, ainda em tramitação no Tribunal do Júri.
Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público, conforme exposta na denúncia, e rejeitaram todos os argumentos apresentados pela defesa. A condenação abrange os crimes de homicídio qualificado, extorsão, roubo e sequestro.
Paula foi considerada culpada por ter planejado e executado o homicídio, além de ordenar a queima do corpo da vítima após a morte. O MPRJ reforçou que a materialidade e a autoria foram comprovadas por provas técnicas, laudos e depoimentos colhidos ao longo da investigação.
O julgamento foi conduzido pela juíza titular do I Tribunal do Júri da Capital, que determinou o cumprimento inicial da pena em regime fechado. A decisão ainda cabe recurso, mas a condenada permanecerá presa até o trânsito em julgado.
A atuação do Ministério Público reuniu provas colhidas pela Polícia Civil e pela Divisão de Homicídios da Capital, que investigaram a sequência dos fatos. O relatório da investigação foi aceito na íntegra pela Promotoria durante o plenário do júri.
O MPRJ destacou que o resultado do julgamento reforça o comprometimento institucional com o combate à violência letal contra mulheres, e expressa a responsabilização penal em casos de crimes cometidos por motivo fútil e com extrema crueldade.
Com a sentença de 64 anos de prisão, Paula Custódio Vasconcellos passa a figurar entre as penas mais altas aplicadas em casos julgados pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro em 2025. A Promotoria afirmou que seguirá acompanhando o caso e suas repercussões.







