Publicidade

Medidas protetivas para mulheres no Rio crescem 43% em 2026

Em 2026, medidas protetivas para mulheres no Rio aumentaram 43%, com 57 mil concessões. A violência doméstica e feminicídios também estão em alta.

A atuação da Justiça do Rio de Janeiro no combate à violência contra a mulher teve um aumento significativo em 2026. Entre janeiro e julho, foram concedidas 57.498 medidas protetivas de urgência, número que representa um crescimento de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 40.201 concessões.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Os dados também indicam um aumento nas prisões de agressores. Entre janeiro e agosto, as autoridades realizaram 2.504 prisões, um número superior ao total de 1.780 prisões do mesmo intervalo em 2025.

As estatísticas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) mostram um cenário preocupante. Surgiram 59.834 novos processos relacionados à violência de gênero entre janeiro e julho de 2026, incremento de cerca de 10 mil casos em relação ao ano passado, que contabilizou 49.711 processos. Aproximadamente 49,3% desses novos casos envolvem violência física.

Iniciativas de acolhimento

O aumento da violência doméstica levou o Judiciário a implementar programas para facilitar o acesso das mulheres à Justiça e proporcionar acolhimento adequado às vítimas. No primeiro semestre de 2026, a Sala Lilás do Instituto Médico Legal (IML) ofereceu 3.166 atendimentos humanizados a mulheres vítimas de violência física e sexual.

Uso da tecnologia

Outra inovação introduzida é o aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite que mulheres em situações de risco solicitem medidas protetivas de maneira online, evitando assim a necessidade de comparecimento presencial aos fóruns. Até agosto de 2026, a ferramenta contabilizou 3.788 pedidos feitos através da plataforma, proporcionando uma alternativa mais ágil e acessível.

CONTINUE LENDO APÓS A PUBLICIDADE

Em um cenário ainda alarmante, o primeiro semestre de 2026 registrou 70 novos casos de feminicídio no estado. A continuação do aumento das denúncias e o fortalecimento das medidas protetivas destacam a crescente demanda por proteção e assistência às mulheres em situações de violência.

Publicidade
Publicidade

+ Notícias

Publicidade
Publicidade