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Mãe de Edson Davi entrega informações à PF após contato da Interpol

Marize Araújo confia que filho desaparecido em 2024 pode estar entre crianças resgatadas nos EUA.

Edson Davi da Silva Almeida, de 6 anos, desapareceu na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2024. Recentemente, sua mãe, Marize Araújo, anunciou que entregou novos dados à Superintendência da Polícia Federal (PF) a pedido da Interpol, na esperança de que seu filho esteja entre crianças resgatadas em operações nos Estados Unidos.

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Em um de seus relatos, Marize disse que a Interpol entrou em contato com seu advogado e que está confiante de que Edson pode estar entre as 163 crianças resgatadas na Flórida. “Se Deus quiser, meu filho está entre essas crianças. Vamos torcer para que esse sofrimento acabe”, compartilhou em suas redes sociais.

Investigações em curso

Até o momento, não há indicações claras de que Edson tenha sido encontrado. A Polícia Federal foi contatada para um posicionamento, mas ainda aguarda uma resposta.

Na época do desaparecimento, Edson estava na beira do mar, e a polícia, após análise de imagens de câmeras em um perímetro de 2 km, concluiu que o menino pode ter se afogado. Marize, por outro lado, contratou um investigador particular, que ouviu 17 pessoas e afirma que a hipótese de afogamento deveria ser descartada, já que ninguém viu Edson perto da água.

Versões conflitantes

Os registros da investigação policial apontam que o pai da criança e um funcionário da barraca onde a família trabalhava viram Edson próximo ao mar no dia do desaparecimento. A delegada responsável, Elen Souto, ressaltou que as testemunhas o viram pedindo uma prancha para entrar na água, o que contrasta com a alegação da mãe de que o filho tinha medo do mar.

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Marize também relatou uma situação em que Edson poderia ter sido visto em Jacarepaguá, mas a investigação não encontrou evidências para essas alegações. Depois do desaparecimento, surgiram denúncias de possíveis avistamentos em Fortaleza e em um voo de Recife para Minas Gerais, mas nenhuma pista levou ao paradeiro de Edson.

Dificuldades na investigação

Apesar das tentativas, a busca por Edson Davi prossegue sem resultados concretos. A Polícia Civil continua analisando informações que não corroboram com a teoria do sequestro. “Nunca houve suspeita de sequestro, pois as análises indicam que ele não saiu da praia”, declarou a delegada Souto, reafirmando que a investigação está focada nas evidências apresentadas.

Familiares e amigos de Edson seguem em busca de respostas e pedem que qualquer informação sobre o caso seja comunicada às autoridades competentes, na esperança de encontrar o menino desaparecido.

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