Profissionais da Saúde e da Defesa Civil de Macaé participaram de exercício simulado para revisar o plano de contingência diante de desastres ambientais.
A atividade foi organizada pelo Grupo de Trabalho da Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (GT VigiDesastres), em parceria com a Secretaria Executiva de Defesa Civil. A iniciativa integra as ações de preparação do município para possíveis impactos do fenômeno climático El Niño.
Oficina revisa ações previstas no plano de contingência
A secretária executiva da Atenção Primária, Daniela Bastos, explicou que o encontro busca analisar cenários, identificar fragilidades e discutir a execução das medidas previstas no plano.
“Queremos propor as alterações necessárias para tornar o plano mais objetivo e adequado à realidade de cada área”, destacou.
A responsável pelo Programa VigiDesastres, Ludmila Marinho, ressaltou que os profissionais precisam conhecer o documento e saber como agir diante de desastres ambientais.
“A proposta é que os participantes identifiquem os riscos a partir da realidade de seus locais de trabalho e compreendam como devem agir diante de uma calamidade”, afirmou.
Simulação reproduz cenário de inundação
O secretário executivo de Defesa Civil, Joseferson de Jesus, explicou que a oficina foi dividida em duas etapas. A primeira teve nivelamento sobre noções básicas de Defesa Civil e conceitos da Política Nacional de Defesa Civil, para alinhar a linguagem entre os profissionais de diferentes áreas.
Na segunda etapa, os participantes realizaram um exercício simulado com um cenário fictício de inundação. A atividade avaliou a capacidade de resposta da Secretaria de Saúde nas fases de preparação, socorro e assistência.
O exercício também abordou o apoio aos abrigos, o uso dos equipamentos de saúde e os cuidados relacionados à possível contaminação de alimentos.
Plano considera outros eventos climáticos extremos
Além das inundações, a oficina abordou riscos associados a estiagens, chuvas irregulares, tempestades, vendavais e precipitações intensas, especialmente durante o verão.
Joseferson destacou que os exercícios ajudam a preparar os profissionais para diferentes situações de emergência e a integrar a atuação dos órgãos municipais.
“Quanto mais testamos nossa capacidade de resposta, melhor conseguimos lidar com cenários adversos. Os profissionais atuam diretamente em seus setores e precisam estar preparados. A contingência do município envolve diversos órgãos, incluindo a Secretaria de Saúde. Quanto mais fortalecemos cada setor, melhor conseguimos responder à população”, afirmou.







