Tribunal do Júri condena dois homens pelo homicídio de um policial militar na Baixada Fluminense. Penas chegam a 37 anos e seis meses de prisão.
O Tribunal do Júri da Capital condenou dois homens pelo homicídio do policial militar Francisco Fernandes de Souza, morto em 2019 na Baixada Fluminense. Cremilson Almeida de Souza recebeu pena de 37 anos e seis meses. Leonardo da Silva Oliveira foi condenado a 34 anos e seis meses.
O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (12). A acusação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça junto ao I Tribunal do Júri da Capital, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O Conselho de Jurados reconheceu as qualificadoras apresentadas pela promotoria.
De acordo com a investigação, Cremilson Almeida de Souza, conhecido como Coroa, gerenciava o tráfico de drogas na comunidade Roseiral, em Belford Roxo. Ele impunha regras que proibiam moradores de manter contato ou amizade com policiais.
O Ministério Público informou que a execução do policial ocorreu em janeiro de 2019. Francisco Fernandes de Souza participava de uma comemoração de aniversário na porta de casa quando homens armados efetuaram disparos de arma de fogo contra ele.
Segundo a denúncia, o policial morava na região e havia repreendido usuários de drogas. O episódio foi comunicado a integrantes do tráfico local, que ordenaram a execução do militar como forma de retaliação.
A promotoria sustentou que o crime teve motivação de vingança e demonstração de poder do tráfico. Os jurados reconheceram motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido contra agente de segurança pública.
A sentença também considerou o impacto do crime para a família da vítima. O policial foi morto na presença dos próprios filhos, de três e seis anos, que estavam no local no momento dos disparos.
O Ministério Público apontou que Cremilson participou de outros crimes ligados às regras impostas na comunidade. Em 2017, ele esteve envolvido na morte de um cabo da Polícia Militar que entrou na área por engano.
No ano seguinte, dois moradores foram alvo de ordem de execução após manter relação com policiais. Um deles sobreviveu. A investigação também indicou que o traficante divulgou uma lista com nomes de pessoas marcadas para morrer.







