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Inmet alerta para ventos de até 100 km/h e risco de ciclone-bomba

Inmet emite alerta de vendaval para 11 estados, com ventos de até 100 km/h e possibilidade de formação de ciclone-bomba no Sul do Brasil.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de vendaval para áreas de 11 estados entre esta quinta-feira (6) e sábado (8). A previsão indica rajadas de até 100 km/h e a possibilidade de um ciclone-bomba, caso o ciclone extratropical em formação se intensifique de forma rápida.

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Os ventos estão associados à passagem de uma frente fria e à formação de um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico, próximo à costa do Rio Grande do Sul. O sistema deve influenciar as condições do tempo em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo o Inmet, os avisos abrangem áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

O alerta mais elevado em vigor é o laranja, classificado como situação de perigo. O aviso vale durante toda a sexta-feira (7) e prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h, com risco de queda de árvores, destelhamentos, danos em construções, lavouras e redes de infraestrutura.

As áreas incluídas no alerta laranja são:

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  • Rio Grande do Sul: regiões Sudoeste, Centro-Oeste, Metropolitana de Porto Alegre, Sudeste, Nordeste, Centro-Oriental e Noroeste;
  • Santa Catarina: Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Norte, Sul e Serra;
  • Paraná: Região Metropolitana de Curitiba;
  • São Paulo: Região Metropolitana, litoral sul, Vale do Paraíba, região macro metropolitana e Itapetininga.

A escala de avisos do Inmet possui três níveis de risco. O amarelo representa perigo potencial, o laranja indica perigo e o vermelho corresponde ao grau de grande perigo. Quanto maior a velocidade prevista para os ventos, maior o risco de ocorrências.

Além do alerta laranja, o instituto mantém avisos amarelos para ventos entre 40 km/h e 60 km/h. Nesta quinta-feira (6), o aviso alcança áreas de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Na sexta-feira (7), o alerta amarelo será ampliado para áreas do Paraná e do interior paulista. Já no sábado (8), o aviso permanece válido para regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

O Inmet também emitiu um alerta laranja para ventos costeiros no litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo durante toda a sexta-feira. A previsão indica possibilidade de deslocamento de dunas sobre construções próximas à faixa litorânea.

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No Rio de Janeiro, o aviso inclui as regiões das Baixadas Litorâneas e do Norte Fluminense, abrangendo municípios como Cabo Frio, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios e Campos dos Goytacazes. No Espírito Santo, o alerta contempla as regiões central e sul, incluindo Anchieta.

O instituto orienta que, durante as rajadas, a população permaneça em locais protegidos, evite permanecer sob árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda devido ao risco de acidentes.

O que pode provocar um ciclone-bomba

O ciclone extratropical se formou próximo à costa do Rio Grande do Sul e pode ganhar força nas próximas horas. Caso a pressão atmosférica em seu centro apresente queda acentuada em menos de 24 horas, o sistema poderá ser classificado como ciclone-bomba.

Esse fenômeno ocorre quando uma área de baixa pressão se intensifica rapidamente, favorecendo ventos mais fortes, chuva intensa, queda de temperatura e aumento do risco de transtornos.

No Rio Grande do Sul, a previsão inclui chuva forte, granizo, rajadas superiores a 100 km/h em alguns pontos e possibilidade de tornado nas regiões oeste e das Missões.

Segundo a Climatempo, os efeitos do sistema também devem atingir Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais. O meteorologista César Soares alerta que as rajadas previstas podem provocar danos semelhantes aos registrados durante o vendaval da semana passada nas áreas mais afetadas.

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