Incêndio na APA de Massambaba, em Saquarema, mobiliza bombeiros, fere animais silvestres e atinge área de preservação ambiental.
Um incêndio atingiu a Área de Preservação Ambiental (APA) de Massambaba, em Vilatur, distrito de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. O fogo começou na noite de segunda-feira (3), mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Guarda Ambiental e afetou a fauna da unidade de conservação.
Na manhã de terça-feira (4), imagens aéreas registraram novos focos de incêndio na área de vegetação. As chamas atingiram regiões de taboa, planta encontrada em margens de rios, lagoas, brejos e áreas alagadas, ampliando os impactos sobre o ecossistema local.
Durante a operação, a Guarda Ambiental flagrou uma capivara fugindo do incêndio com queimaduras. As equipes também resgataram um gambá com sete filhotes, uma jiboia e um ouriço, que receberam atendimento após serem retirados da área atingida pelo fogo.
O Corpo de Bombeiros informou que uma aeronave foi acionada para reforçar o combate às chamas. Segundo a corporação, havia construções irregulares próximas ao local, mas as residências deixaram de apresentar risco após o avanço das equipes de combate.
Os bombeiros também relataram dificuldades no abastecimento de água, pois os hidrantes da região estavam sem fornecimento. Por esse motivo, o reabastecimento dos veículos precisou ocorrer no município de Araruama.
Em nota, a Águas de Juturnaíba informou que os hidrantes estavam temporariamente desabastecidos devido a uma manutenção programada no sistema de abastecimento, realizada na terça-feira (4) e comunicada previamente à população.
A concessionária acrescentou que não tinha conhecimento da ocorrência do incêndio e afirmou que mantém caminhões-pipa disponíveis para apoiar o Corpo de Bombeiros em situações de emergência. As causas da queimada permanecem sob investigação.
Número de incêndios caiu, mas áreas de preservação seguem ameaçadas
De janeiro até 3 de agosto deste ano, Saquarema registrou 86 ocorrências de incêndio em vegetação. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 177 casos, conforme dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros.
Apesar da redução, os incêndios continuam provocando danos às áreas de preservação ambiental, afetando a fauna silvestre e elevando os riscos para moradores de regiões próximas. A fumaça também compromete a qualidade do ar e pode causar problemas respiratórios.
O Corpo de Bombeiros informa que mais de 95% dos incêndios florestais têm origem humana, seja por ação acidental ou intencional. A orientação é evitar queimadas para limpeza de terrenos, não descartar cigarros acesos em áreas de vegetação, não fazer fogueiras e não soltar balões.







