Oneide de Figueiredo Ortolan, de 86 anos, foi encontrada morta na piscina de uma casa de repouso em Cabo Frio. Polícia Civil investiga o caso.
Uma idosa de 86 anos foi encontrada morta na piscina de uma casa de repouso no bairro Jardim Excelsior, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, na manhã de quinta-feira (15). A vítima, identificada como Oneide de Figueiredo Ortolan, tinha Alzheimer e, segundo a família, não sabia nadar.
De acordo com a Polícia Militar, uma técnica de enfermagem percebeu a ausência da idosa quando foi administrar sua medicação. Durante as buscas, a funcionária encontrou Oneide boiando na piscina da Pousada da 3ª Idade Sonho Meu.
A profissional relatou à polícia que usou uma rede para retirar a idosa da água e tentou prestar os primeiros socorros, sem sucesso. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte. A PM informou que recebeu o chamado às 7h12.
O local passou por perícia, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e busca esclarecer como a idosa conseguiu chegar à área da piscina.
Em depoimento, a técnica de enfermagem informou que outra cuidadora era responsável por fechar a porta de acesso à piscina. Conforme o registro policial, a funcionária afirmou que acreditava ter trancado o cadeado que impedia a abertura do portão.
A família questiona a segurança da instituição e cobra explicações sobre como Oneide, que tinha limitações de saúde e não sabia nadar, conseguiu acessar a piscina.
“Eu nunca imaginaria que minha mãe estaria morta em uma piscina”, disse a filha, Ariane de Figueiredo Carpenter Henriques.
Familiares contestam relato sobre acesso à piscina
No IML, o neto da idosa, Ygor Carpenter Manhães, contou que recebeu a notícia da morte por telefone, por volta das 10h25. Segundo ele, a responsável pela casa de repouso relatou que Oneide teria apresentado sinais de agitação na noite anterior e que sua ausência foi percebida durante a madrugada.
Ainda de acordo com o relato do neto, a família foi informada de que a idosa teria visto uma funcionária guardar a chave de acesso à piscina e conseguido abrir o cadeado do portão. Os parentes contestam essa versão e afirmam que o estado de saúde de Oneide tornaria improvável que ela tivesse realizado essa ação.
“Minha mãe não sabia nadar”, afirmou Ariane. A filha também disse que a idosa não gostava de água e questionou o que poderia tê-la levado até a piscina.
Os familiares pedem acesso às imagens das câmeras de segurança da instituição para entender o percurso feito pela idosa e esclarecer o que ocorreu antes de sua morte.
Ariane relatou que mantinha contato com a mãe e recebia informações sobre exames e seu estado de saúde. A família também fazia visitas e levava lanches à idosa. Segundo a filha, essas informações lhe davam a impressão de que Oneide recebia os cuidados necessários.
Família organizava a volta de Oneide para casa
Ariane contou que pretendia retirar a mãe da casa de repouso no mês seguinte. A decisão já havia sido conversada com outros familiares, mas ainda não tinha sido comunicada à direção da instituição.
Segundo ela, os parentes estavam preparando a residência para receber Oneide. A filha afirmou que cuidou da mãe em casa por cerca de três anos antes de levá-la à instituição e que costumava acompanhá-la em atividades como tomar banho e ir ao banheiro, por receio de quedas.
Após a morte, a família passou a cobrar esclarecimentos sobre as condições de segurança da casa de repouso e sobre as circunstâncias que permitiram o acesso da idosa à piscina. A investigação policial deverá apurar a dinâmica do caso.







