Polícia Civil alerta para golpe que usa fotos íntimas em ameaças de extorsão após contato em redes sociais e apps.
A Polícia Civil alerta para um tipo de extorsão que começa em aplicativos de relacionamento e redes sociais. Criminosos conquistam a confiança das vítimas, pedem fotos íntimas e depois usam as imagens para ameaçar e exigir dinheiro.
Em um dos casos, uma mulher procurou a polícia após ser pressionada a pagar para impedir a divulgação de fotos íntimas enviadas a um contato feito pela internet.
Segundo a vítima, o homem com quem conversava pediu R$ 500 e estabeleceu prazo de 24 horas para o pagamento. Diante da ameaça, ela decidiu denunciar o caso à polícia.
“Estava conversando com o rapaz no telefone e ele me fez uma proposta, né? De mandar uns 500 reais pra ele e eu falei com ele que eu não tinha”, contou a vítima.
“Aí, falou assim: ‘Olha, se você não me der dentro de 24 horas, eu vou botar sua foto pra todo mundo ver’. Aí, eu peguei e fiz a denúncia contra ele porque eu fiquei com medo”, relatou.
“Então, assim, eu peço a todas as mulheres do Brasil: não caiam na conversa. Não tirem fotos, não deem endereço. Tenham coragem para denunciar igual eu fiz”, completou a vítima.
Crime segue padrão de aproximação
A delegada Flávia Monteiro de Barros explica que o crime costuma seguir um padrão. Depois de estabelecer confiança pela internet, o criminoso pede imagens íntimas à vítima.
Posteriormente, o suspeito passa a ameaçar a divulgação do conteúdo caso a vítima não realize pagamentos exigidos dentro de prazos estabelecidos pelo próprio criminoso durante as conversas.
Segundo a delegada, a orientação é não fazer novos pagamentos nem atender às exigências. A vítima deve preservar todas as evidências da abordagem sofrida.
Entre os registros recomendados estão prints de conversas, áudios, números de telefone, perfis usados pelo criminoso, comprovantes de transferências e mensagens trocadas.
Denúncia imediata é recomendada
“Primeiramente, não troque imagens com quem você não conhece, não confie. Segundo, não ceda”, orientou a delegada Flávia Monteiro de Barros sobre o crime.
“Procure uma delegacia de polícia imediatamente e faça o registro para que as devidas providências sejam tomadas. Isso é crime de extorsão”, afirmou a delegada.
A delegada ressalta ainda que a vítima não é responsável pelo crime por ter enviado as imagens durante a conversa com o criminoso.
A prática criminosa está na utilização do conteúdo íntimo para ameaçar a vítima e obter vantagem financeira por meio de extorsão qualificada.





