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Ex-ajudante de pintor é preso suspeito de chefiar roubos a casas de luxo em Niterói

Polícia prende suspeito de chefiar quadrilha que roubava casas de alto padrão em Niterói. Um vereador foi vítima do grupo em fevereiro.

Um homem apontado como chefe de uma quadrilha especializada em roubos a residências de alto padrão foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (28), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Entre as vítimas do grupo está um vereador de Niterói, assaltado em fevereiro deste ano.

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Cristian Félix Silva Farias, de 26 anos, conhecido como CR, foi localizado por agentes da 76ª DP (Niterói) enquanto almoçava em um bar no bairro de Maria Paula. A operação recebeu o nome de Segunda Demão, em referência ao período em que o suspeito trabalhou como ajudante de pintor na casa do vereador.

O assalto ocorreu em uma residência em Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói. Segundo a Polícia Civil, os moradores foram rendidos e amarrados enquanto os criminosos recolhiam celulares, joias e outros objetos. As vítimas também foram obrigadas a fazer transferências via Pix para contas de comparsas.

Na fuga, os assaltantes renderam o vigilante do condomínio e levaram a arma e o celular dele. Um carro da família foi usado para deixar o local. Posteriormente, o veículo e os celulares das vítimas foram recuperados. O nome do vereador não foi divulgado por questões de segurança.

Suspeito conhecia imóvel de vereador onde ocorreu o roubo

As investigações apontaram que Cristian havia trabalhado na residência do vereador cerca de dois meses antes do crime, como ajudante de pintor. Para os policiais, essa experiência pode ter permitido que ele conhecesse detalhes do imóvel e da rotina da família.

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A Polícia Civil também apura a participação da quadrilha em um roubo no bairro Sapê, em Niterói. Nesse caso, câmeras de segurança registraram dois homens com os rostos cobertos rendendo um comerciante e colocando a vítima dentro de um carro.

Segundo a investigação, o homem foi levado até o próprio estabelecimento comercial, onde os criminosos roubaram cerca de R$ 5 mil.

Polícia investiga outros integrantes da quadrilha

De acordo com o delegado Luiz Henrique Marques, Cristian já havia sido preso em 2018 por participação em outra organização criminosa e possui antecedentes criminais. O investigador afirmou que o suspeito teria retomado práticas semelhantes às investigadas naquele período, com violência contra as vítimas e transferências bancárias forçadas.

A investigação aponta que o grupo planejava os roubos e dividia as tarefas entre os integrantes. Para dificultar a identificação, os suspeitos usavam veículos clonados, balaclavas e bloqueadores de sinais de comunicação.

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A Polícia Civil busca localizar outros suspeitos já identificados e investiga possíveis ligações da quadrilha com outros roubos a residências e crimes de extorsão mediante sequestro. As diligências também pretendem esclarecer a participação de cada integrante nos casos apurados.

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