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Chefe do tráfico do Morro dos Prazeres e mais quatro morrem em operação no Rio

Traficante Jiló dos Prazeres é morto em operação do Bope no Rio. Ação deixa 5 mortos e provoca reação de criminosos na região central.

O traficante Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, de 55 anos, foi morto nesta quarta-feira (18) durante operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em Santa Teresa. Outros quatro suspeitos também morreram.

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A ação foi realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais nas primeiras horas do dia. Houve troca de tiros durante a entrada nas comunidades, com mobilização de equipes e veículos blindados.

Segundo a corporação, 151 policiais participaram da operação, com apoio de 14 viaturas e dois blindados. O objetivo é cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho.

Após a ação, criminosos tentaram fechar o acesso ao Elevado Paulo de Frontin, no Rio Comprido. Também houve ordem para fechamento do comércio na região.

A operação ocorre pelo segundo dia em comunidades como Prazeres, Fallet-Fogueteiro, Coroa, Escondidinhos e Paula Ramos. Na terça-feira (17), foram cumpridos mandados contra suspeitos ligados ao tráfico.

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Ao todo, 28 mandados de prisão preventiva foram expedidos contra integrantes da facção que atuam na região da Lapa. Parte dos alvos já estava presa antes da ação.

Entre os investigados está Wilton Carlos Rabello Quintanilha, apontado como liderança do grupo. Ele segue foragido e possui histórico de envolvimento em crimes.

Traficante era liderança antiga da facção

De acordo com a polícia, Claudio Augusto dos Santos chefiava o tráfico no Morro dos Prazeres e tinha influência dentro do grupo criminoso. Ele era apontado como responsável por ações na Zona Sul.

O suspeito tinha oito mandados de prisão em aberto por crimes como sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas. Ao todo, acumulava 135 registros policiais.

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As investigações indicam que ele participou do assassinato do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, na comunidade. O caso teve repercussão internacional.

Na ocasião, Bardella e Rino Polato entraram na favela por engano durante viagem de moto. Bardella foi morto a tiros, enquanto Polato foi mantido sob controle de criminosos.

Segundo a apuração, o corpo da vítima foi colocado em um carro e levado por ruas da comunidade antes de ser abandonado. O sobrevivente foi liberado horas depois em bairro vizinho.

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